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Mangue apoia iniciativa que ajuda a combater “amnésia eleitoral” e relembra como deputados e senadores de Sergipe atuaram no Congresso

Idealizado pelo Correio Sabiá, o “Mamute Político” reúne dados oficiais para acompanhar a atuação de deputados e senadores. Desde sua criação, a Mangue tem fiscalizado a atuação dos parlamentares sergipanos em Brasília e publicou 12 textos sobre votações relevantes no Congresso.

Você se lembra em quem votou para deputado federal nas últimas eleições? E para o Senado? A maioria dos brasileiros não consegue responder. Pesquisa Datafolha divulgada em junho deste ano mostrou que 67% dos eleitores não se lembram em quem votaram para deputado federal em 2022. Para o cargo de senador, o índice é de 66%.

O esquecimento não significa necessariamente desinteresse por política. Mas cria um problema para quem pretende acompanhar o trabalho de quem elegeu: entre uma eleição e outra, são quatro anos de votações, projetos e decisões no Congresso Nacional.

Foi para ajudar a recuperar essa memória que o Correio Sabiá criou o Mamute Político, plataforma que reúne dados da Câmara dos Deputados e do Senado e permite monitorar a atuação de parlamentares com o auxílio de inteligência artificial (IA). A Mangue Jornalismo apoia essa iniciativa, por considerar que a fiscalização da atividade parlamentar é algo elementar para a democracia. 

O Mamute permite pesquisar deputados e senadores, consultar projetos apresentados, discursos e votações e acompanhar a atuação dos parlamentares por e-mail. A plataforma também permite fazer perguntas em linguagem natural sobre a atividade do Congresso. 

“A democracia brasileira tem um desafio maior do que simplesmente fiscalizar os políticos. Antes, é preciso lembrar quem eles são. O Mamute fortalece o eleitor, tornando o acompanhamento parlamentar acessível para qualquer pessoa”, afirma Maurício Ferro, jornalista e idealizador do Mamute Político, produto vinculado ao Correio Sabiá. 

Estão disponíveis informações sobre discursos, proposições apresentadas pelos congressistas, emendas parlamentares, gastos da cota parlamentar, posicionamentos em votações nominais, histórico de candidaturas e evolução patrimonial. 

O projeto foi desenvolvido pelo Sabiá com apoio do programa Codesinfo, do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo), financiado pela Google News Initiative. O Núcleo Jornalismo também colaborou com a elaboração da plataforma. Acesse a plataforma aqui. 

Veja a seguir um tutorial de como utilizar o Mamute: 

Para os eleitores de Sergipe, o Mamute também pode ser uma forma importante para resgatar o histórico dos parlamentares que ajudaram a eleger em 2022. E algumas dessas decisões já foram acompanhadas pela Mangue.

Nos últimos anos, mostramos como os representantes do estado no Congresso Nacional votaram em temas com impacto direto em questões como direitos indígenas, tributação, educação e saúde, meio ambiente e proteção de crianças e adolescentes. A representação sergipana em Brasília é composta por oito deputados federais e três senadores. 

Por isso, na tentativa de colaborar com o Mamute na construção de uma “memória de elefante contra a amnésia eleitoral”, a Mangue reúne nesta reportagem o registro de como os parlamentares do estado se posicionaram em 12 votações relevantes que cobrimos desde o surgimento da Mangue. São doze momentos que ajudam a recuperar parte da atuação dos representantes de Sergipe no Congresso. 

A tese ruralista do ‘Marco Temporal’

Em 30 de maio de 2023, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que estabelecia a tese ruralista de um ‘marco temporal’ para a demarcação de terras indígenas. Pela proposta, seriam consideradas para demarcação as terras que estivessem ocupadas pelos povos indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

Seis dos oito deputados federais de Sergipe votaram a favor do projeto: Delegada Katarina (PSD), Fábio Reis (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Ícaro de Valmir (PL), Rodrigo Valadares (União) e Thiago de Joaldo (PP). João Daniel (PT) votou contra e Yandra Moura (União) não participou da votação.

O texto também previa regras para processos de demarcação ainda não concluídos, vedava a ampliação de terras indígenas já demarcadas e permitia, em determinadas condições, atividades como o cultivo de transgênicos nessas áreas.

No Senado, o projeto foi aprovado por 52 votos a 14. Os senadores Alessandro Vieira (MDB) e Laércio Oliveira (PP) votaram a favor, enquanto Rogério Carvalho (PT) votou contra. Em 14 de dezembro de 2023, o Congresso derrubou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei 14.701/2023, que regulamentou o marco temporal. 

Na Câmara, foram 321 votos pela derrubada dos vetos e 137 pela manutenção. No Senado, o placar foi de 53 a 19. Yandra Moura, Delegada Katarina, Ícaro de Valmir, João Daniel, Fábio Reis e Rodrigo Valadares não registraram voto na ocasião. Gustinho Ribeiro e Thiago de Joaldo votaram pela derrubada dos vetos. No Senado, Laércio Oliveira votou pela derrubada, enquanto Rogério Carvalho votou pela manutenção. Leia aqui a reportagem original. 

Blindagem para os políticos 

Em junho de 2023, a Câmara aprovou o Projeto de Lei 2.720/2023, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. O texto tipificava como crime a chamada discriminação contra pessoas politicamente expostas e alterava regras para instituições financeiras que negassem abertura ou manutenção de contas ou concessão de crédito.

Sete dos oito deputados federais de Sergipe votaram a favor do projeto: Yandra Moura (União), Delegada Katarina (PSD), Fábio Reis (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Ícaro de Valmir (PL), Rodrigo Valadares (União) e Thiago de Joaldo (PP). João Daniel (PT) não participou da votação porque estava em missão oficial na China.

A proposta foi apresentada em maio de 2023 e aprovada pela Câmara por 252 votos a 163. A ementa aprovada pela Casa ampliou o alcance do texto para pessoas que respondessem a investigações ou processos judiciais.

O projeto ficou conhecido no debate político como uma proposta de “blindagem” de políticos. Essa interpretação foi defendida por críticos da matéria, enquanto seus defensores sustentaram que o objetivo era combater discriminações contra pessoas investigadas ou processadas. Leia a reportagem original. 

Criminalização de fake news sobre o sistema eleitoral 

Em 2024, sete dos oito deputados votaram para manter o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um trecho da Lei de Segurança Nacional (14.197/21) que considerava crime a divulgação de desinformação (fake news) contra o sistema eleitoral. O veto do que barrou a criminalização de fake news em eleições foi mantido por 317 deputados federais. 

A votação histórica ocorreu no Congresso Nacional em maio de 2024. O placar final na Câmara registrou 139 votos pela derrubada do veto e 4 abstenções. Como a maioria dos deputados decidiu manter a decisão, a matéria foi arquivada. O texto não precisou passar pela votação dos senadores.

Votaram para não punir o uso de fake news contra o sistema eleitoral: Delegada Katarina (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Ícaro de Valmir (PL), Nitinho (PSD), Rodrigo Valadares (União), Thiago de Joaldo (PP) e Yandra Moura (União).

Somente o deputado João Daniel (PT) votou pela derrubada do veto. Assim, a decisão do ex-presidente foi mantida e, com o apoio dos sete deputados federais sergipanos e mais 310 outros, disseminar fake news contra o sistema eleitoral não será enquadrado como um crime contra o Estado Democrático de Direito. Antes, quem realizasse, promovesse ou financiasse desinformação contra o sistema eleitoral poderia ser punido com reclusão de um a cinco anos.

Além de votar para não criminalizar a desinformação nas eleições, as deputadas e deputados sergipanos também mantiveram os vetos de Bolsonaro a trechos da lei que tipificava o crime de “atentado à livre manifestação” e ampliavam as punições para militares e servidores públicos que atentassem contra a democracia brasileira.

Esses dispositivos poderiam, em grande medida, endurecer as penas de integrantes das Forças Armadas que, segundo investigações da Polícia Federal, atuaram em uma suposta articulação pró-golpe após as eleições presidenciais de 2022. Leia a reportagem original. 

Taxação de armas e munições

Em julho de 2024, durante a votação da regulamentação da reforma tributária, a Câmara dos Deputados rejeitou uma emenda que incluía armas de fogo e munições entre os produtos sujeitos ao Imposto Seletivo.

A emenda apresentada pelo PSOL e pela Rede foi rejeitada por 316 votos a 155, com duas abstenções. Hoje, quem vende e compra armas de fogo e munições paga impostos que giram em torno dos 80%, mas se o PL 68/2024 tivesse avançado esse percentual cairia para apenas 26,5%. 

Na bancada de Sergipe, apenas João Daniel (PT) votou a favor da inclusão das armas e munições no imposto. Votaram contra Delegada Katarina (PSD), Rodrigo Valadares (União), Nitinho (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Fábio Henrique (União), Capitão Samuel (PP) e Bosco Costa (PL).

Naquele momento, metade da bancada sergipana era formada por suplentes.

O debate continuou no Senado. O relator da reforma tributária, Eduardo Braga (MDB-AM), havia incluído as armas e munições entre os produtos sujeitos ao Imposto Seletivo, mas a Comissão de Constituição e Justiça retirou esses itens do texto por 16 votos a 10. No plenário, uma nova tentativa de incluir as armas no imposto recebeu 33 votos favoráveis e 32 contrários. Como eram necessários 41 votos, a mudança não foi aprovada.

Entre os senadores de Sergipe, Rogério Carvalho (PT) votou a favor da taxação, Alessandro Vieira (MDB) votou contra e Laércio Oliveira (PP) não registrou voto. A regulamentação da reforma tributária acabou transformada na Lei Complementar 214/2025. Leia a reportagem original. 

Cotas em concursos públicos

Em 2024, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que ampliou de 20% para 30% a reserva de vagas em concursos públicos federais para pessoas pretas e pardas e estendeu a política a indígenas e quilombolas.

Dos oito deputados federais de Sergipe, apenas três participaram da votação: Delegada Katarina (PSD), Ícaro de Valmir (PL) e Yandra Moura (União). Os três votaram a favor do projeto.

No Senado, a aprovação final ocorreu por votação simbólica, que não registra no painel eletrônico o voto individual de cada senador. Por isso, não é possível atribuir aos três representantes de Sergipe um voto nominal de “sim” ou “não” nessa etapa.

Rogério Carvalho (PT) apresentou requerimento de urgência para acelerar a análise da proposta e defendeu a manutenção dos procedimentos de heteroidentificação. Alessandro Vieira (MDB) apresentou emendas ao texto durante a tramitação. Laércio Oliveira (PP) acompanhou o acordo entre as lideranças no plenário. Leia a reportagem original. 

Retirada de R$ 30 bilhões da educação e saúde para financiamento de dívidas do agronegócio 


No ano passado, a maioria da bancada de Sergipe votou pela aprovação do Projeto de Lei 5122/23, que retira R$ 30 bilhões dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal reservados para educação e saúde e repassa para o financiamento de dívidas do agronegócio. Dos oito deputados federais de Sergipe, seis endossaram a proposta: Rodrigo Valadares (União), Ícaro de Valmir (PL), Nitinho (PSD), Yandra Moura (União), Delegada Katarina (PSD) e Gustinho Ribeiro (Republicanos). 

O deputado João Daniel (PT) foi o único a votar contra e Thiago de Joaldo (PP) estava ausente nesta sessão.  O projeto de lei que autoriza o uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para o refinanciamento de dívidas do agronegócio (PL 5.122/2023) avançou no Senado Federal, onde foi aprovado de forma consensual e agora aguarda nova análise na Câmara. Leia a reportagem original. 

PEC da Blindagem 

Em setembro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que blinda políticos, especialmente deputados e senadores, de responder e de ser objeto de investigações criminais e judiciais. A matéria, absurda em sua essência, foi apelidada de PEC da Impunidade, ou da Blindagem. Em Sergipe, três deputados federais votaram a favor do projeto: Rodrigo Valadares (União),  Gustinho Ribeiro (Republicanos)  e Thiago de Joaldo (PP). 

Foram contrários ao texto a deputada Delegada Katarina (PSD) e os deputados Fábio Reis (PSD) e João Daniel (PT). Estiveram ausentes da votação os deputados Ícaro de Valmir (PL) e Yandra Moura (União). 

O Senado sepultou em definitivo a proposta durante análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Sob a relatoria do senador de Sergipe, Alessandro Vieira, o colegiado considerou a proposta inconstitucional e injurídica por 27 votos a zero. O resultado unânime foi resultado da intensa pressão da sociedade civil e o recuo de partidos do Centrão, que inicialmente apoiaram a medida. Leia a reportagem original. 

Isenção do IR para quem ganha R$ 5 mil

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais foi um raro momento em que houve unanimidade na bancada sergipana. De autoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o texto ainda cria uma pequena cobrança adicional para aqueles com rendimento tributável acima de R$ 600 mil ao ano e foi apoiado por Rodrigo Valadares e Yandra Moura, ambos do União Brasil, Gustinho Ribeiro (Republicanos), Thiago de Joaldo (PP), Delegada Katarina e Fábio Reis, os dois do PSD, Ícaro de Valmir, do PL e João Daniel, do PT. A rara unanimidade é resultado do apelo popular da proposta, e está relacionada à preocupação dos atuais congressistas sergipanos em não perder votos às vésperas de um ano eleitoral. Leia a reportagem original. 

PL da Pedofilia

Em novembro de 2025, a Câmara aprovou um projeto de decreto legislativo que, na prática, restringe o aborto legal para crianças e adolescentes vítimas de estupro e foi apelidado de “PL da pedofilia”. Foram 317 votos favoráveis e 111 contrários ao texto. Entre os apoiadores do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, destacam-se seis parlamentares da bancada de Sergipe na Casa: Rodrigo Valadares (União), Thiago de Joaldo (PP), Yandra Moura (União), Ícaro de Valmir (PL), Delegada Katarina (PSD) e Gustinho Ribeiro (Republicanos). O deputado João Daniel (PT) votou contra e Fábio Reis (PSD) não registrou o voto. 

O texto que sustou a resolução do Conanda sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual (PDL 3/2025) avançou de forma célere e foi aprovado definitivamente pelo Senado em junho de 2026. 

No Senado, a votação do chamado PL da Pedofilia ocorreu de forma simbólica, modalidade em que os votos individuais dos parlamentares não são registrados no painel eletrônico. Dessa forma, não existe registro público dos votos individuais dos senadores de Sergipe, mas a reportagem da Mangue perguntou aos três representantes do Estado no dia 3 de junho de 2026, diretamente e via assessoria de imprensa, como eles haviam se manifestado a respeito do tema. 

Alessandro Vieira (MDB) disse na ocasião que não participou da votação porque estava em deslocamento e enfrentando problemas de conexão. Afirmou, porém, que, caso estivesse presente, teria votado favoravelmente à derrubada da resolução do Conanda. Laércio Oliveira (PP), por sua vez, declarou que ele não participou da votação do PDL nº 3/2025 por estar em “missão oficial”. Não disse, porém, qual a posição dele sobre o assunto. Já a assessoria do petista Rogério Carvalho informou que o parlamentar é contrário ao PDL 3/2025, acompanhando o posicionamento da bancada do partido no Congresso Nacional. 

Em carta sigilosa enviada ao governo brasileiro no final de julho, relatores e órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestaram preocupação com a aprovação desse projeto. Para os relatores da ONU, a iniciativa fragiliza o direito de meninas e mulheres, principalmente as mais vulneráveis. Leia a reportagem original.

Imposto para grandes fortunas

A bancada sergipana também colocou sua digital na rejeição a uma emenda à Reforma Tributária que previa taxar as grandes fortunas. A proposta era que os mais ricos pagassem uma taxa pelo patrimônio: quem tem entre R$ 10 milhões até R$ 40 milhões pagaria só 0,5%; os que têm de R$ 40 milhões e R$ 80 milhões, apenas iriam pagar 1%; e 1,5% seria a alíquota para fortunas acima de R$ 80 milhões. Se a emenda fosse aprovada, por exemplo, os ricos com R$ 10 milhões iriam pagar somente R$ 50 mil de taxação. 

Foram contrários à medida os deputados: Rodrigo Valadares (União), Delegada Katarina (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Bosco Costa (PL) Nitinho (PSD)

Os deputados João Daniel (PT) e Fábio Henrique (União) votaram em favor do imposto para as grandes fortunas.  Já o deputado Thiago de Joaldo (PP) não compareceu à sessão. No Senado, o debate em torno do Imposto sobre Grandes Fortunas foi encerrado sem que houvesse uma votação nominal no painel eletrônico, pois a rejeição da emenda ocorreu por meio de um acordo de lideranças em votação simbólica. Leia a reportagem completa.

PL da Devastação

A Câmara dos Deputados e Senado Federal derrubaram 56 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei 2159/21, chamado de PL da Devastação. Os vetos objetivavam reduzir um pouco os gravíssimos prejuízos ao meio ambiente que já haviam sido impostos no projeto aprovado. A manutenção do projeto, com a derrubada dos vetos, é considerado um dos mais violentos ataques ao meio ambiente promovido pelo Congresso Nacional nos últimos anos. 

Na Câmara, o placar de ontem foi 295 para derrubar os vetos e somente 167 para manter. De Sergipe, votaram pela derrubada dos vetos, os deputados federais Rodrigo Valadares (União), Ícaro de Valmir (PL), Delegada Katarina (PSD) e Gustinho Ribeiro (Republicanos). Se manifestaram pela manutenção dos vetos João Daniel (PT), Thiago de Joaldo (PP) e Yandra Moura (União). Fábio Reis (PSD) não esteve presente na votação.  

No Senado, a votação ficou 52 contra os vetos e só 15 a favor. Dois senadores sergipanos foram favoráveis ao PL: Laércio Oliveira (PP) e Alessandro Vieira (MDB). Já Rogério Carvalho (PT) votou para manter os vetos. Com a derrubada dos vetos, o projeto foi transformado em lei e promulgado pelo Congresso Nacional. O texto é classificado por ambientalistas como “inconstitucional, retrógrado e negacionista das mudanças climáticas”. Para o agronegócio, indústrias, mineradoras e os mais ricos, essa lei “vai destravar o Brasil” para obras e modernização. Leia a reportagem original. 

Anistia para golpistas do 8 de Janeiro

Em 30 de abril de 2026, o Congresso derrubou o veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, projeto que altera regras de aplicação e execução das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A votação ocorreu após a aprovação do texto pelo Congresso no fim de 2025.

Na Câmara, 318 deputados votaram pela derrubada do veto e 144 pela sua manutenção, com cinco abstenções. No Senado, foram 49 votos pela derrubada e 24 pela manutenção.

Seis dos oito deputados federais de Sergipe votaram pela derrubada do veto: Rodrigo Valadares (União), Ícaro de Valmir (PL), Delegada Katarina (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Yandra Moura (União) e Thiago de Joaldo (PP).

João Daniel (PT) votou pela manutenção do veto. Fábio Reis (PSD) não participou da votação.

O texto aprovado modifica a forma de aplicação das penas em crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito e estabelece hipóteses de redução de pena para crimes cometidos em contexto de multidão. O Congresso ressalvou dispositivos considerados prejudicados em razão de mudanças legislativas posteriores. Leia a reportagem completa. 

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Camila Farias

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