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Um dos mais importantes intérpretes do Brasil é sergipano, mas quase invisível. Livro da professora Terezinha Oliva joga luzes em Manoel Bomfim

Manoel José Bomfim. Para muitos, um nome comum que não convoca memória nenhuma. Talvez um parente antigo. Hoje já não se batizam muitos Manoeis. Outros ligam esse nome a uma rua ou uma escola que já ouviram falar. Um grupo reduzido diz que esse sujeito traz uma vaga lembrança de alguém importante na história, mas nada que isso. Para uma minoria da minoria, sim, trata-se de um grande intelectual brasileiro esquecido.

“Tem trabalho escravo em Sergipe. Um terço dos apartamentos fiscalizados não tinha trabalhadoras domésticas com carteira assinada”, afirma pesquisadora

A Mangue Jornalismo entrevistou com exclusividade Shirley Silveira Andrade, autora do livro “A Mulher Negra no Mercado de Trabalho: Condições Escravistas das Trabalhadoras Domésticas”. Ela é doutora pela Universidade de Brasília, pós-doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense. Shirley é professora da graduação e da pós-graduação da Universidade Federal de Sergipe nos cursos de Direito e Serviço Social.

“O cenário é bem triste e desafiador. Foram anos sombrios, mas Sergipe é resistência”, Thiane Araújo, assessora do Ministério da Cultura em Sergipe

Fruto do movimento afrocultural, mulher negra e de terreiro, Thiane Araújo assumiu o posto de coordenadora do Escritório do Ministério da Cultura (MinC) em Sergipe, com o anseio de se fazer reconhecer, fomentar e preservar a cultura de afoxé e a cultura popular em Sergipe. Vale destacar que o Escritório do MinC em Sergipe tem o papel de fazer articulação de políticas públicas estratégicas para a promoção do desenvolvimento cultural no estado.

Negro e gay. Policial militar se debruçou sobre o ciclo de violência contra “corpos pretos de almas coloridas” e trabalho é finalista de prêmio nacional

“A minha pele preta é meu manto de coragem, impulsiona o movimento e envaidece a viadagem”. Esta frase, da música Bixa Preta, de Linn da Quebrada, abre a conclusão da dissertação de Mestrado em Sociologia de Tiago Damasceno Pereira na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Esse trabalho é um dos finalistas do mais importante prêmio acadêmico do Brasil, o da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS).

“A extrema direita brasileira é fascista e se baseia na violência, discriminação e ódio. Bolsonaro foi usado, é um pateta”, diz Stédile, coordenador do MST

Entre falas polêmicas e a defesa pela reforma agrária, o economista e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, esteve em Aracaju para cumprir agenda estabelecida pelo MST e recebeu a equipe da Mangue Jornalismo para um bate-papo sobre as diretrizes, projetos atuais e a relação do movimento social com o Governo Lula. Confira.

“Aracaju pode ter uma mulher trans prefeita? Pode”. A deputada Linda Brasil fala de ameaças de morte e faz um balanço do governo e da sua mandata

Nascida no pequeno município sergipano de Santa Rosa de Lima, em abril de 1973, a menina Linda tomou forma de vida plena como é já com 30 anos de idade. Fincou o pé em Aracaju para fazer história e promete mais. Graduada em Letras Português-Francês pela Universidade Federal de Sergipe, ela é educadora, mestra em Educação e uma ativista destacada nacionalmente pelas causas LGBTQIA+. Nas eleições municipais de 2020, foi a vereadora mais votada por Aracaju, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal. Também pelo PSOL, no ano passado, obteve 28.704 votos, novamente fazendo história: a primeira mulher trans com mandata na Assembleia Legislativa de Sergipe.

Sergipe é o estado nordestino com maior crescimento de pedidos de medidas protetivas de urgência para mulheres. Em um ano, o número quase dobrou

Entre os anos de 2021 e 2022, o número de medidas protetivas de urgência concedidas para as sergipanas praticamente dobrou – de 1.261 em 2021 para 2.503 no ano seguinte. O crescimento de 98% no número de medidas concedidas coloca Sergipe no topo de um ranking perverso e violento: o estado nordestino com o maior aumento quando o assunto é concessão de medidas protetivas de urgência para as mulheres vítimas de violência.

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