Violência contra idosos em Sergipe cresceu 254% em dez anos

Atlas da Violência 2026 mostra que as notificações de agressão contra pessoas com mais de 60 anos saíram de 48 casos em 2014 para 170 em 2024 no menor estado do País, um crescimento quase duas vezes maior que a média nacional.

(Créditos: Reprodução/Gero360)

Durante uma década, Sergipe construiu a imagem de estado que conseguiu conter a epidemia de homicídios que marcou o Nordeste brasileiro. As taxas de assassinatos despencaram (ao menos nas estatísticas oficiais que não incluem, de forma transparente, as mortes em ações policiais), relatórios nacionais passaram a citar o estado como exemplo de redução da violência letal e o discurso oficial passou a celebrar a recuperação gradual da segurança pública.

Mas, longe das estatísticas que medem mortes nas ruas, outro tipo de violência cresceu silenciosamente dentro das casas.

As notificações de violência interpessoal contra idosos em Sergipe saltaram de 48 casos em 2014 para 170 registros em 2024, um aumento de 254,2% em dez anos, segundo o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26).

O crescimento ficou acima da média nacional registrada no período. No estado hoje governado por Fábio Mitidieri (PSD), a curva acelerou especialmente nos últimos cinco anos: entre 2019 e 2024, a alta foi de 198,2%.

Os números revelam uma mudança profunda — e pouco debatida — no perfil da violência em Sergipe. Enquanto diminuíram os crimes que tradicionalmente dominam o debate público, mobilizam operações policiais e alimentam discursos eleitorais centrados na segurança urbana, avançaram agressões invisíveis, concentradas no ambiente doméstico, frequentemente praticadas por familiares e marcadas por dependência financeira, isolamento e silêncio.

O crescimento de 254,2% em Sergipe supera com folga o avanço nacional das notificações de violência contra idosos. No Brasil, os registros passaram de 9.223 em 2014 para 30.097 em 2024, aumento de 226,3%.

Mais importante do que o crescimento absoluto, porém, é a velocidade recente da curva sergipana. Em 2019, o estado registrava 57 notificações, com taxa de 23,5 casos por 100 mil idosos. Em 2023, o número já havia saltado para 134. Em 2024, chegou a 170 ocorrências, elevando a taxa para 59,8 por 100 mil. Em apenas um ano, o crescimento foi de 26,9%. Nenhum outro indicador de violência em Sergipe apresenta trajetória tão consistentemente ascendente na série histórica do Atlas.

“Isso muito provavelmente decorre de uma combinação de fatores, como o processo acelerado de envelhecimento no estado e no país, melhorias no sistema de notificação e maior conscientização para denúncias. Apesar disso, ainda há um enorme contingente de casos não notificados, especialmente os ocorridas em âmbito familiar e que envolvem negligência, violência patrimonial, psicológica e mesmo agressões físicas”, explica Neilson Meneses, especialista em Geografia da População e professor associado ao Núcleo de Pesquisa e Ações da Terceira Idade, da Universidade Federal de Sergipe (NUPATI/UFS).  

O avanço da violência contra pessoas com mais de 60 anos ocorre justamente em um estado que passou por uma das maiores reduções de homicídios do país, o que tem sido alardeado pelo governo estadual. Sergipe saiu de uma taxa de 50,7 assassinatos por 100 mil habitantes em 2014 para 23 em 2024, queda de 54,6%, segundo o Atlas da Violência. Foi a terceira maior redução proporcional do Brasil no período, atrás apenas do Distrito Federal e de Goiás.

Taxas de notificação revelam avanço acima do padrão nacional

O avanço nos registros de violência contra idosos não é um fenômeno isolado do estado. O Atlas também aponta um crescimento das notificações em praticamente todo o país, especialmente em estados do Nordeste. Mas o comportamento sergipano chama atenção pela velocidade com que a curva acelera em um estado pequeno, de população reduzida e com rede de proteção social limitada.

Os maiores crescimentos percentuais do País ocorreram no Ceará, onde as notificações dispararam 805,7% no período de dez anos, em Pernambuco (513,1%), Acre (458,3%), Bahia (410,4%), São Paulo (376,5%) e Amazonas (363,5%). Sergipe não lidera o ranking absoluto, mas aparece acima da média nacional e entre os estados que mais cresceram proporcionalmente.

Vale destacar que essa comparação exige cautela, já que estados maiores tendem a apresentar números absolutos mais elevados e redes de saúde mais capilarizadas, o que amplia a capacidade de identificação e registro dos casos.

O Ceará, por exemplo, saiu de 158 notificações para 1.431 em dez anos, ao passo que Sergipe avançou de 48 para 170. Embora os números absolutos sejam incomparáveis, o crescimento proporcional sergipano se torna expressivo quando considerado o tamanho da população idosa do estado.

Na comparação por taxa, um indicador que permite a leitura proporcional, Sergipe registrou 59,8 casos por 100 mil idosos em 2024. O índice ficou abaixo de estados como Paraná (172,1), Espírito Santo (159,9) e Pernambuco (151,4), mas acima de unidades da federação como Maranhão (26,8), Paraíba (26,2) e Rio Grande do Norte (21,0). Dentro do Nordeste, a menor unidade federativa integra o grupo de estados em que a violência contra idosos cresce de forma mais acelerada.

(Créditos: Atlas da Violência 2026/Ipea/FBSP)

Os dados utilizados pelo Atlas têm origem no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, uma plataforma que reúne casos formalmente registrados por profissionais de saúde após atendimento de vítimas de violência em hospitais, unidades básicas, UPAs e serviços especializados.

Entram nesse universo casos de violência física, psicológica, sexual, patrimonial, negligência e abandono, desde que a agressão seja identificada e corretamente registrada no Sinan. 

Os pesquisadores responsáveis pelo Atlas da Violência registram no estudo que parte do crescimento observado na última década decorre da ampliação e qualificação da rede de notificação do sistema, que passou a alcançar mais municípios e treinou mais profissionais para identificar casos de violência. Mas, ponderam eles, a melhoria do sistema não explica sozinha aumentos tão expressivos.

Em Sergipe, a distância entre a curva estadual e a curva nacional chama atenção. Enquanto o Brasil registrou crescimento de 69,2% nas notificações entre 2019 e 2024, o estado avançou 198,2% no mesmo período. 

Brasil envelhece mais rápido que estrutura de cuidado

O crescimento acelerado das notificações ocorre em paralelo a uma transformação demográfica profunda no Brasil: o envelhecimento da população avança mais rápido do que a estrutura pública de cuidado e proteção social.

O Censo 2022 do IBGE registrou que o Brasil chegou a 22,1 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, o equivalente a 10,9% dos habitantes do país. Em 2010, essa faixa etária representava 7,4% da população brasileira. Em 1980, apenas 4%.

O avanço de 57,4% em pouco mais de uma década fez o país atingir o maior índice de envelhecimento já registrado na série histórica. E a tendência deve se intensificar nos próximos anos. A projeção é de que, em 2039, o número de brasileiros acima dos 60 anos ultrapasse o de crianças e adolescentes. Trata-se hoje do grupo etário que mais cresce no País.

No menor estado do Brasil, de acordo com dados do IBGE disponíveis no Observatório de Sergipe, o total de pessoas idosas sergipanas chegou a 294.609 em 2022, correspondendo a 13,3% do total da população do estado. Na comparação com o Censo 2010, quando havia 185.957 idosos (representando 9,0% da população no período), houve um crescimento de 58,4%. 

Entre os cinco municípios com o maior número de idosos do estado, Aracaju lidera com 90.134 pessoas, respondendo por 30,6% dessa população. Na sequência estão Nossa Senhora do Socorro, com 17.491 pessoas (5,9%); Lagarto, 14.482 pessoas (4,9%); Itabaiana, 13.032 pessoas (4,4%); e São Cristóvão, 10.271 (3,5%).

De acordo com Neilson, do NUPATI/UFS, o envelhecimento acelerado da população brasileira tende a ampliar a violência contra idosos nos próximos anos caso o Poder Público não avance em políticas estruturadas de proteção e cuidado.

“Caso não se atente para a urgência de ações de prevenção e mitigação da violência contra idosos, o aumento da longevidade, infelizmente, será acompanhado pelo aumento da exposição à violência, tendo em conta o contexto de desagregação familiar, a sobrecarga dos cuidadores familiares e a ausência de políticas públicas amplas de amparo à pessoa idosa”, afirmou ele, em entrevista à Mangue.

O professor ainda pontua que a rede de proteção existente em Sergipe é insuficiente diante do crescimento das notificações. “Há Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social], mas eles ainda são poucos para atender a demanda do interior e das periferias. Falta capilaridade e também integração entre saúde, assistência social e segurança pública”. Segundo ele, a saúde frequentemente consegue identificar e notificar os casos, mas as demais estruturas do Estado nem sempre conseguem garantir medidas protetivas rápidas ou acompanhamento adequado das vítimas.

Além disso, “há ainda carência de vagas em abrigos e instituições de longa permanência, além de fiscalização insuficiente”.Na avaliação do especialista, Sergipe e o restante do País precisam avançar em políticas públicas permanentes de cuidado. 

Entre as medidas prioritárias, ele defende a ampliação da rede de proteção, criação de centros-dia, fortalecimento do atendimento domiciliar, capacitação de profissionais para identificar violência psicológica e patrimonial e campanhas educativas sobre maus-tratos e segurança digital para idosos.

Neilson afirma ainda que o crescimento das agressões contra idosos revela uma transformação no próprio perfil da violência no Brasil. 

“Enquanto os homicídios caem nos espaços públicos, a violência contra idosos cresce dentro dos lares. É possível que estejamos diante de uma transição epidemiológica da violência. Isso aponta para a necessidade de reorientar as políticas de segurança pública e assistência social”.

A estrutura de cuidado a pessoas com mais de 60 anos não avança na mesma proporção do envelhecimento da população. (Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Envelhecimento acelerado redefine perfil da violência 

É nesse contexto de envelhecimento acelerado, aumento da dependência familiar e fragilidade das redes de cuidado que cresce um tipo de violência diferente daquela tradicionalmente capturada pelos indicadores clássicos da segurança pública.

Enquanto os homicídios estão ligados sobretudo ao crime organizado, às disputas territoriais e à circulação de armas e drogas (fenômenos que atingem majoritariamente homens jovens), a violência contra idosos acontece principalmente dentro de casa.

Não há detalhamento do perfil dos agressores por estado no Atlas, mas especialistas e pesquisadores da área apontam repetidamente em seus estudos que filhos, netos, cônjuges e cuidadores figuram entre os principais autores das agressões. Logo, esses tendem a ser episódios menos visíveis, mais difíceis de denunciar e frequentemente naturalizados no cotidiano familiar.

Apesar de frequentemente invisibilizada, a violência contra idosos possui previsão específica na legislação brasileira há mais de duas décadas. O principal marco legal é o Estatuto da Pessoa Idosa, instituído em 2003 para garantir proteção integral às pessoas com mais de 60 anos.

O texto estabelece que é obrigação da família, da sociedade e do poder público assegurar, com prioridade, direitos fundamentais como saúde, dignidade, convivência familiar e proteção contra negligência e violência.

Além disso, criminaliza abandono, maus-tratos, privação de cuidados essenciais e situações que coloquem em risco a integridade física ou psicológica da pessoa idosa, com penas que podem chegar a 12 anos de prisão a depender da gravidade.

Em Sergipe, o número de assassinatos de pessoas com mais de 60 anos caiu de 33 casos em 2014 para 14 em 2024. A taxa despencou de 15,8 para 4,9 homicídios por 100 mil idosos, uma redução de 69%.

De acordo com o Atlas, a desigualdade racial permanece presente também na população idosa. No Brasil, homens negros acima de 60 anos têm taxa de vitimização letal 1,7 vez maior do que homens não negros da mesma faixa etária. Sergipe, que aparece entre os estados com maior desigualdade racial em homicídios gerais, tende a reproduzir esse padrão também entre idosos, embora o relatório não apresente esse cruzamento específico por unidade da federação.

“Diante deste cenário, é imperativo que o Estado brasileiro reoriente suas políticas públicas. A segurança da população idosa não deve ser pensada apenas sob a ótica da segurança pública tradicional (prevenção de homicídios e violências intencionais), mas deve incorporar fortemente a segurança ambiental e a promoção da saúde funcional. A implementação de programas de prevenção de quedas baseados em evidências, com foco em exercícios físicos, adaptação ambiental e intervenções multicomponentes, deve ser tratada como uma prioridade urgente de saúde pública para garantir um envelhecimento digno e seguro no Brasil”, diz um trecho do Atlas. 

Estado reconhece limitações na identificação de casos de violência

Outro indicador do Atlas reforça a hipótese de subnotificação em Sergipe ao reunir dados sobre internações hospitalares decorrentes de agressão contra idosos — casos mais graves, que exigem hospitalização. 

Entre homens idosos, o estado registrou taxa de 14 internações por 100 mil em 2024, abaixo da média nacional. Já entre mulheres idosas, o estado apresentou taxa zero. Formalmente, nenhuma mulher idosa foi internada por agressão em Sergipe em 2024. O dado, porém, está longe de representar tranquilidade e indica para a possibilidade de subnotificação no registro hospitalar ou falhas na classificação dos atendimentos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) admitiu essa tese, mas disse tratar-se de uma “realidade é observada não apenas em Sergipe, mas em todo o país”. 

Em relação à taxa zero de internação hospitalar de mulheres idosas por agressão, a pasta disse que, “em muitos casos, a idosa dá entrada na unidade hospitalar com uma lesão física, como fratura decorrente de queda ou trauma, e a causa clínica principal é registrada sem que a possível relação com violência doméstica ou agressão seja explicitada no prontuário ou na guia de internação”. 

De acordo com a nota da SES, entre os fatores que contribuem para esse cenário, destacam-se fatores socioculturais, já que “o vínculo familiar presente em muitas situações de violência e o medo de retaliação fazem com que a própria vítima ou acompanhantes omitam a agressão”, a complexidade na identificação, uma que pode haver “dificuldade do profissional de saúde em extrair o relato da agressão durante o atendimento de urgência e emergência”, além de insegurança institucional dos profissionais.

“É importante destacar que o aumento progressivo das notificações gerais de violência interpessoal contra idosos no estado nos últimos anos reflete o fortalecimento dos mecanismos de vigilância e notificação. Historicamente, a notificação compulsória de maus-tratos contra idosos foi instituída no Brasil pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003). Posteriormente, a violência doméstica e interpessoal tornou-se objeto de notificação compulsória universal na saúde pela Portaria nº 104/2011 do Ministério da Saúde”, completa a pasta. 

Desde então, afirma a secretaria, o estado “vem ampliando sua capacidade de monitoramento, o que explica por que os números absolutos de registros cresceram, permitindo maior visibilidade a situações que anteriormente permaneciam invisibilizadas nos sistemas oficiais”. 

SEASIC se recusa a responder questionamentos da Mangue

Responsável por formular políticas públicas voltadas à população idosa, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Inclusão e Cidadania (SEASIC) foi procurada pela reportagem via assessoria de imprensa, mas se negou a responder nossos questionamentos. Vale ressaltar que esta tem sido uma prática recorrente aos pedidos de manifestação da Mangue — postura que contrasta com a adotada em relação aos veículos de comunicação simpáticos ao governo estadual. 

Perguntamos, por exemplo, se o estado possui plano específico de enfrentamento à violência contra idosos, quantos equipamentos especializados de atendimento existem atualmente em Sergipe e se há programas voltados à prevenção de violência doméstica, negligência e abandono dessa população.

Também questionamos como a secretaria avalia o crescimento de 254,2% das notificações de violência contra idosos no estado na última década, se considera suficiente a atual rede de proteção social para atender a população idosa sergipana e se há integração entre assistência social, saúde e segurança pública no acompanhamento de vítimas.

A Mangue ainda solicitou informações sobre eventual ampliação de políticas públicas diante do envelhecimento acelerado da população sergipana. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

SSP/SE diz acompanhar indicadores e destaca redução em homicídios de idosos

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-SE) afirmou que acompanha “de forma permanente” os indicadores relacionados à violência contra idosos e reconheceu aumento recente de ocorrências envolvendo violência patrimonial, golpes financeiros, apropriação indevida de benefícios previdenciários e agressões praticadas por familiares, cuidadores ou pessoas próximas.

Segundo a pasta, “os dados do Atlas da Violência utilizam metodologia baseada em notificações do sistema de saúde, abrangendo diferentes formas de violência interpessoal registradas na rede de atendimento”, o que, segundo a SSP, difere das estatísticas policiais e dos indicadores utilizados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo FBSP.

No texto, a secretaria comandada por João Eloy destaca a redução de 69% na taxa de homicídios de idosos em Sergipe entre 2014 e 2024. Em números absolutos, o estado registrou 14 mortes violentas de idosos em 2024, queda de 57,6% em relação ao início da série histórica. 

“O estado registrou redução de 37,1% na violência letal contra mulheres ao longo da série analisada e aparece entre os estados com maiores quedas proporcionais do país nos últimos cinco anos, com redução de 47% na taxa de homicídios entre 2019 e 2024. O levantamento ainda destaca Sergipe como um dos casos mais consistentes de redução proporcional da violência letal no Brasil ao longo da última década”, acrescentou a SSP. 

A nota também informa que o estado “conta com unidade especializada da Polícia Civil para atendimento de grupos vulneráveis, incluindo pessoas idosas, garantindo acolhimento adequado, investigação dos casos e atuação integrada com órgãos da assistência social, saúde, Ministério Público, Poder Judiciário e rede de proteção”.

Por fim, a pasta afirmou que “a redução dos homicídios não elimina a necessidade de atenção permanente a outras formas de violência, especialmente aquelas ocorridas no ambiente doméstico e familiar, que frequentemente apresentam maior subnotificação”. 

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Wendal Carmo

Editor-chefe da Mangue Jornalismo. É jornalista investigativo (DRT 2796/SE) com atuação na cobertura de política, direitos humanos e judiciário. Também colabora com a revista CartaCapital direto de Sergipe.Já trabalhou nas redações do Correio Sabiá, da revista In Magazine do Expresso Jornalismo. Foi vencedor nacional do Expocom 2024, na categoria “reportagem em jornalismo impresso”, e finalista do Prêmio Mosca 2025 com dois trabalhos. Apaixonado por café e pelos bastidores do poder, está sempre em busca de historias cativantes para contar. Também é membro do Conselho Gestor do Centro de Estudos em Jornalismo e Cultura Cirigype.

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