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Nova edição da Revista Paulo Freire, editada pela Mangue, aborda o adoecimento mental dos professores em Sergipe. Baixe gratuitamente

A publicação, de responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), também reúne reportagens sobre educação, política, direitos humanos, racismo e cultura no menor estado do País.

Já pode ser baixada (fazer o download) gratuitamente no site da Mangue Jornalismo a mais nova edição da Revista Paulo Freire. Ela é de responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) e foi produzida pela Mangue. Ela tem uma versão impressa e foi distribuída aos professores que participaram do congresso do sindicato realizado na semana passada em Aracaju.

Nesta edição da Revista Paulo Freire, a de número 52, o principal tema da publicação é a saúde mental dos professores, mais precisamente o adoecimento dos profissionais do Magistério que tem afetado profundamente quem vive o dia a dia das escolas, não apenas da rede pública.

“Ansiedade, depressão, esgotamento e sofrimento emocional não podem ser vistos apenas como questões individuais, muito menos como sinais de fragilidade. Eles, na verdade, revelam as condições nas quais o trabalho docente vem sendo realizado, marcado pelo assédio moral para atender a índices e metas estabelecidos pelas ações neoliberais na educação, como a perda de autonomia, as cobranças excessivas, a pressão por resultados, a sobrecarga e as condições concretas de trabalho”, avalia o professor Roberto Silva, presidente do Sintese.

Para a professora Maria Caramez Carlotto, da Universidade Federal do ABC, em São Paulo, e autora na revista do artigo sobre o possível fim do professor, o atual momento é de um aprofundamento dramático da crise da profissão docente, inaugurada pela expansão dos processos neoliberais de avaliação, mensuração e padronização do trabalho. Ela afirma que isso está ligado a “ultraliberalismo e a pressão pelo fim da educação, ciência e tecnologia públicas; precarização e desvalorização estrutural da carreira docente; digitalização, ensino à distância (online) e inteligência artificial; crescimento da extrema-direita, do negacionismo e do anti-intelectualismo reativo”.

Também na edição 52 da Revista Paulo Freire tem análise política das eleições e os rumos no Brasil, a doutrinação da extrema-direita nas escolas, o calote do governador Fábio Mitidieri (PSD) nos professores, uma análise geral sobre os números do IDEB, uma reportagem que mostra que Sergipe libera os casos de maus-tratos contra crianças no Nordeste e tem quarta pior taxa do Brasil, os 20 anos da Lei Maria da Penha e os desafios de enfrentar o feminicídio, o artigo do professor João Bosco mostrando que o Samba de Pareia, a Dança de São Gonçalo da Mussuca e a Mestra Nadir são instrumentos de memória coletiva, identidades negras e enfrentamento ao racismo estrutural.

“Esperamos que os textos da revista nos ajudem, como nos ensinou Paulo Freire, a compreender melhor o mundo, não apenas para interpretá-lo, mas também para transformá-lo”, aposta o presidente do Sintese, Roberto Silva.

Baixe a edição 52 da Revista Paulo Freire AQUI.

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Cristian Góes

Jornalista pela Universidade Tiradentes, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe e doutor em Comunicação e Sociabilidade pela Universidade Federal de Minas Gerais. Experiência como repórter e assessor de Comunicação nas áreas sindical e pública.

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