
De 20 a 23 de novembro será realizada na cidade mãe de Sergipe, São Cristóvão, a 40ª edição do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc). Com o tema “Na Cultura a Gente se Encontra”, o festival vai ter vários espaços multiculturais, com programações amplas de shows, exposições, apresentações teatrais e de dança, exibição de filmes e documentários, gastronomia, cortejos de cultura popular e muita literatura.
A Mangue Jornalismo vai participar do festival, promovendo dentro do Salão de Literatura Manoel Ferreira, localizado na Escola Municipal Gina Franco, rodas de conversa sobre jornalismo negro, literatura, arte, memória e Palestina.
No dia 20 de novembro, quinta, das 15 às 16 horas, a Mangue Jornalismo vai realizar uma roda de conversa sobre “Jornalismo Negro no Brasil”. Lá estarão debatendo com o público Laila Oliveira, jornalista doutora em Sociologia (UFS) e em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA); Aíla Cardoso, jornalista e doutoranda em Comunicação (UFBA); Tatiane Macena, jornalista e mestranda em Comunicação (UFS); e Emerson Esteves, jornalista e mestre em Comunicação (UFS).

Na sexta-feira, dia 21, a Sala Mangue promove uma roda de conversa sobre “Jornalismo, Literatura e Arte Sergipana”, também das 15 às 16 horas. Vão participar do debate Michel de Oliveira, jornalista, doutor em comunicação (UFRGS), escritor e fotógrafo; Stella Carvalho, poeta e multiartista; Turvi, multiartista e arte educador; e Francielle Nonato, jornalista, fotógrafa e multiartista.

No dia 22 de novembro, sábado, sempre das 15 às 16 horas, a Sala Mangue promove um debate sobre “Jornalismo e Memória” e vai receber Gilson Sousa, jornalista e autor de “Cleomar Brandi, uma vida inteira”; Jaime Neto, jornalista e autor de “Araripe Coutinho: o escândalo queer que ninguém notou!”; Lucas Heitor, autor de “Os homens não recebem flores”; e Cristian Góes, coautor de “Borracha na cabeça: o golpe e a ditadura militar em Sergipe”.
Também no sábado, logo depois da roda de conversa sobre jornalismo e memória, a Mangue vai lançar os livros “Borracha na cabeça: o golpe e a ditadura militar em Sergipe” e o “O inevitável encontro com o outro”.


O domingo, dia 23, será um dia especial na Sala Mangue Jornalismo. Das 15 às 16 horas será realizada a roda de conversa sobre “Jornalismo, Literatura e Palestina”. Em parceira com o Centro Internacional de Estudos Árabes e Islâmicos (CEAI), a sala vai receber Geraldo Campos, professor de Relações Internacionais da UFS e do CEAI; um professor palestino da Universidade de Birzeit, uma pesquisadora palestina de teatro do oprimido e dois universitários palestinos. Todos os palestinos esperam a liberação de Israel para viajar ao Brasil.

Sobre a programação do Fasc
Com 53 anos de história, o Festival terá 11 espaços multiculturais, que reforçam a pluralidade artística apresentada durante o evento. Os tradicionais palcos João Bebe Água, na Praça São Francisco, e Frei Santa Cecília, na Praça do Carmo, retornam com força total. O sucesso do Samba na Bica também será repetido no parque natural Aloísio Fontes dos Santos (Bica dos Pintos), com programação ampliada para todos os dias da festa.
Outro espaço potente é o próprio Salão de Literatura que será a casa de debates sobre pautas importantes como antirracismo, ancestralidade, democracia e liberdade, protagonizados por autores e personalidades como Elisama Santos, Rafael Montes, Xico Sá e a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia.
Já o palco Mariano Antônio, no largo da Matriz, receberá apresentações teatrais e de dança que ficarão marcadas no repertório do público, enquanto os cortejos de manifestações tradicionais carregarão consigo o encantamento do público durante as tardes do festival, com passagens de grupos de Samba de Pareia, Samba de Coco, Caceteiras, Reisado, São Gonçalo e quadrilha. Enquanto isso, o espaço Música na Igreja continua a abrigar talentos ricos em diversidade na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
O Cine Trianon, no Cine Theatro Elic, terá exibições imperdíveis de longas e curta-metragens sergipanos e nacionais, como o premiado filme O último azul, que recebeu o Urso de Prata na última edição do Festival de Cinema de Berlim. As artes plásticas também serão contempladas, abrilhantando as paredes da Galeria e Escola de Artes Vesta Viana, que abre suas portas no Fasc após ter seu espaço requalificado, enquanto outros locais da cidade contarão com exposições, feiras artesanais e gastronômicas, e diversas formas de intervenções artísticas.
Veja aqui a programação completa do Fasc.


