“Enquanto houver ódio, haverá luta”: Dialogay faz ato pela paz confirmando sua referência no combate à LGBTfobia em Sergipe

“Todos corpos têm direitos iguais e devem ser respeitados. Esse é o nosso diálogo da paz”, disse Paulo Lira, presidente do Dialogay (Créditos: Divulgação/Dialogay)

Na última semana, a associação Dialogay, uma das mais importantes referências em Sergipe e no Brasil de luta contra à LGBTfobia mostrou mais uma vez força nas ruas e realizou a atividade “Enquanto houver ódio, haverá luta”. Foram quatro dias intensos de arte Drag Queen, palestras, show musical, roda de conversa sobre saúde, feminicídio, transfeminicídio. Tudo isso culminou na 2ª Caminhada pela Paz LGBT+ na Orlinha do Bairro Industrial, em Aracaju no dia 17 de maio, Dia Mundial de Combate à LGBTfobia.

Com afeto, leveza, vasta experiência e décadas de carreira artística nacional, a artista Drag Queen Tchaka abraçou a programação do Dialogay. 

“Nós não somos iguais. Nós somos diferentes e precisamos ser respeitadas na nossa diferença. A diversidade é o que nos fortalece, nos torna ricos, coloridos. Uma pessoa hétero não tem como ser igual a uma pessoa que foi excluída aos 13 anos por ser lésbica. O que a gente precisa fazer é que essa pessoa volte para a roda. A roda econômica, a roda do lazer, a roda da segurança, a roda da saúde. E como a gente faz isso? Com políticas públicas, Ongs que entendam, batam de frente e sensibilizem. E aí vem a arte, que tem um papel fundamental”, resumiu Tchaka.

Para combater a LGBTfobia, Tchaka aposta na militância, no business e na arte alinhados, além da consciência dos malefícios da cultura machista e patriarcal. A artista nacional declarou que assim como Sergipe faz parte do problema, também pode fazer parte da solução.

“Não somos iguais. Somos diferentes e a diversidade é o que nos fortalece”, disse Tchaka (Créditos: Iracema Corso/CUT-SE)

Um dos momentos importantes das atividades foi a roda de conversa com o tema ‘Saúde Mental da população LGBTQIAPN+’, organizada em parceria com o Departamento de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit), com o Curso de Drag Queens com Havenna Drumond, Miss Sergipe Gay 2026; e com participação de Pâmella Pompadour.

Tetê e Eva Carreiras da organização Met Bronca participaram da programação defendendo o direito à vida com saúde e visibilidade para lésbicas.

“Tivemos um alto crescimento de doenças sexualmente transmissíveis entre lésbicas, que não estão tendo acesso à saúde. Essa visibilidade é importante. Tentam apagar a nossa história. Tudo o que construímos com muita luta. Isso faz com que tenha crescido muito o número de lesbofobia e lesbocídio”, disse Tetê Carreiras.

Roda de conversa foi um dos pontos importantes da programação (Créditos: Iracema Corso/CUT-SE)

A presidenta do Met Bronca, Eva Carreiras disse que sua organização “vai para as comunidades periféricas, ribeirinhas, a gente vai dialogando, a gente quer ter acesso a todas as políticas públicas, o acesso à cultura, à saúde, à educação e todas as políticas públicas que garantam que estejamos vivas e visíveis”, afirmou Eva Carreiras.

Na 2ª Caminhada Pela Paz LGBT+, o vice-presidente da Dialogay, Wellington Andrade, foi homenageado pela mulher trans Daiana Galiza, companheira de muitos anos de militância em favor da causa LGBTQIAPN+.

Acolhimento e debate marcaram atividades do Dialogay (Créditos: Iracema Corso/CUT)

O presidente do Dialogay e diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE), Paulo Lira, afirmou que não se pode mais admitir que o Brasil seja um dos países do mundo com maior índice de feminicídio, transfeminicídio e LGBTfobia. “Precisamos dialogar com a população para que ela entenda que todos os corpos têm direitos iguais e devem ser respeitados. Esse é o nosso diálogo da paz”, disse Paulo. A Dialogay é uma entidade filiada à CUT-SE.

IRACEMA CORSO
CUT-SE
CRISTIAN GÓES
Edição

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