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Começa hoje a Mostra de Cinema e Direitos Humanos. Evento é gratuito e discute racismo, mulheres, pessoas com deficiência, povos indígenas e LGBTQIAPN+

Da Redação
(@manguejornalismo)

De hoje até quinta, dia 14, será realizada a 13ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Sergipe. Toda gratuita, a programação vai acontecer no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju, na Avenida Ivo do Prado, 398, no Centro.

A cerimônia de abertura ocorre hoje no museu, às 18h, com a exibição, às 18h30, do filme “Nas Asas da Pan Am” (2020, 115 min, livre) de Silvio Tendler, o cineasta homenageado nesta edição.

Com todas as regiões representadas nas produções cinematográficas selecionadas, a Mostra tem 18 filmes realizados por profissionais escolhidos por terem relação direta com os temas abordados nas telas, como racismo e direitos das mulheres, de pessoas com deficiência, povos indígenas e comunidade LGBTQIAPN+.

O roteiro do evento foi organizado em programas divididos com os títulos “Homenagem”, “Raízes”, “Sementes” e “Frutos”.

As oficinas com educadores foram outras atrações da 13ª Mostra, que tiveram como tema “Vencer o ódio, semear horizontes”. No estado, as oficinas aconteceram na Didática 7 do Campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em dezembro do ano passado. O objetivo foi a formação de multiplicadores, alcançando mais de 700 educadores no país, para que a arte e os direitos humanos apoiem o ensino.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos ainda tem uma outra fase, a Difusão, quando a programação desta 13ª edição ficará disponível online, na plataforma de streaming InnSaei.TV, e em equipamentos culturais das cidades participantes, de 25 de março a 24 de abril. Os espaços, incluindo os do interior, foram cadastrados pelo Ministério da Cultura, que realiza a Mostra com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A produção da 13ª Mostra Cinema e Direitos Humanos tem a produção nacional da Universidade Federal Fluminense (UFF) e produção local da Universidade Federal de Sergipe, através do Núcleo Interdisciplinar de Cinema e Educação (NICE-UFS) e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cinema e Curso de Cinema e Audiovisual da UFS. Ainda tem apoio do Instituto Banese e da Secretaria de Estado da Educação e Cultura.

Museu da Gente Sergipana recebe a 13ª Mostra Cinema e Direitos Humanos (Divulgação)

Programação

No dia 13, a partir das 9h, o programa “Frutos” da Mostra, dedicado ao público infanto-juvenil, apresenta quatro filmes: “Tesouro Quilombola” (2021, 23 min, livre), “Mutirão, O Filme” (2022, 10 min, livre), “Cósmica” (2022, 7 min, livre) e “O Pato” (2022, 11 min, 14 anos). Ao final, às 10h, acontecerá um debate com a plateia.

No mesmo dia, no programa “Raízes”, a partir das 14h, serão exibidos “Travessia” (2017, 5 min, livre), “Filha Natural” (2018-19, 16 min, livre), “Nossa mãe era atriz” (2022, 26 min, 12 anos), “Mãri Hi – A Árvore do Sonho” (2023, 18 min, livre), “O que pode um corpo?” (2020, 14 min, livre) e “A poeira dos pequenos segredos” (2012, 20 min, 14 anos), com debate depois, às 15h40.

No dia 14, às 9h, a atração do programa “Frutos” é “Um Filme de Verão” (2019, 95 min, 14 anos), também com debate, às 10h35. Mais tarde, às 14h, o programa “Sementes” traz “Ribeirinhos do Asfalto” (2011, 26 min, livre), “Adão, Eva e o Fruto Proibido” (2021, 20 min, 14 anos), “Nossos espíritos seguem chegando” (2021, 15 min, livre), “Me farei ouvir” (2022, 30 min, 10 anos) e “Escrevivência e Resistência: Maria Firmina dos Reis e Conceição Evaristo” (2021, 26 min, livre). Os filmes serão debatidos ao final, às 16h.

Na sequência, às 18h, acontecerá a “Sessão Homenagem”, com mais um filme de Silvio Tendler, “A Bolsa ou a Vida” (2021, 102 min, 10 anos), seguida de debate, às 19h45.

Outras informações da 13ª Mostra Cinema e Direitos Humanos podem ser acompanhadas através das redes sociais do evento e do site www.mostracinemaedireitoshumanos.mdh.gov.br.

INFORMAÇÕES SOBRE FILMES

Terça, 12.03, 18 horas

Nas asas da Pan Am (Brasil, 2020, 115 min, livre)

Direção, Roteiro: Silvio Tendler

Produção Executiva: Ana Rosa Tendler

Produção: Maycon Almeida

Elenco: Adolpho Tendler, Américo Vermelho, Amir Haddad, Daniel Viglietti, Esther Kreimer Grunfeld, Henry Engler, José Celso Martinez Corrêa, Luiz Carlos Maciel, Mauricio Rosencof, Patricio Guzmán, Renato Borghi, Sarah Tendler e Vladimir Carvalho.

Narração: Eduardo Tornaghi e Bel Kutner

Sinopse: A partir de materiais produzidos em diversos momentos da sua trajetória, Silvio Tendler constrói um autorretrato, fiel à sua identidade como cineasta, no filme que marca seus 70 anos de vida. Em uma costura de sua própria história feita com retalhos, o diretor traz reflexões sobre o conceito de memória, a marca do acaso em sua trajetória, as perdas ao longo do caminho e os sonhos que o movem.

Após a sessão: Coquetel (confraternização)

Quarta, 13.03, 9hs
SESSÃO INFANTO-JUVENIL
Tesouro quilombola
(Brasil, 2021, 23min, livre)Direção: Ana Bárbara Ramos e Felipe Leal BarqueteProdução: Ana Bárbara RamosDireção de Fotografia: Ana Bárbara RamosPrêmios: Prêmio Infantil Comitê das Crianças de Jundiaí no Festival Comkids 2023Sinopse: As crianças do Quilombo Gurugi-Ipiranga (PB) brincam de caça ao tesouro edescobrem as verdadeiras riquezas da sua comunidade. Explorando suas raízes, elasaprendem sobre a cultura local, por meio de passeios e histórias contadas por suasprincipais figuras.

Mutirão, o filme (Brasil, 2022, 10min, livre)Direção: Lincoln PériclesProdução: Francineide Bandeira e Lincoln PériclesElenco: Maria Eduarda Isaú, Edna Pereira MatosDireção de Fotografia: Lincoln PériclesPrêmios: Melhor Filme Comunitário – Festival PeriféricoSinopse: Uma criança descobre os registros do movimento popular que construiu suaquebrada, o Povo em Ação. Através de seu olhar alegre, ela imagina o passado dacomunidade e as vidas das pessoas que formaram o mutirão.

Cósmica (Brasil, 2022, 7min, livre)Direção: Ana Bárbara RamosProdução: Gian Orsini e Mariah BenagliaElenco: Iara RochaPrêmios: Menção honrosa 21ª Mostra de Cinema Infantil de FlorianópolisSinopse: Crianças guardiãs, uni-vos! A Terra precisa de nossa ajuda para resolver umproblema que não inventamos. Acho que a emergência climática não pode ficar somentenas mãos dos adultos.O pato (Brasil, 2022, 11min, 14 anos)Direção: Antonio GaldinoProdução: Fabi MeloElenco: Norma Goes e Ana Júlia BarboDireção de Fotografia: João Carlos BeltrãoPrêmios: Festival Curta Jacarehy (Melhor Curta-metragem pelo Júri Oficial), 16° FestAruanda – Festival do Audiovisual Brasileiro (Melhor curta-metragem pelo Júri da Abraccine,Melhor direção, Melhor atriz, Melhor montagem, Melhor figurino e Curta-metragem maisassistido)Sinopse: Cida, uma mulher marcada pelo abuso doméstico, decide encerrar esse ciclo deviolência e ser um exemplo para sua filha, Fia. Ela descarrega suas energias no cuidado dacasa e no preparo da refeição familiar: uma ave.

O pato (Foto divulgação)


Quarta, 13.03, 14h
SESSÃO CURTAS

Travessia (Brasil, 2017, 5min, livre)Direção: Safira MoreiraProdução: Safira MoreiraDireção de Fotografia: Caíque MelloPrêmios: Prêmio de melhor curta-metragem no Cachoeiradoc. Na 9ª Semana, o filmerecebeu o Grande Prêmio do Júri, Prêmio de Melhor Curta-Metragem do Júri de estudantesde audiovisual e Prêmio especial do Júri da Crítica.Sinopse: A partir de uma fotografia retirada de um álbum antigo de uma família branca, ofilme lança um olhar sobre a presença da imagem de uma mulher negra. Pessoas negrasrefletem sobre a representação de seus antepassados, recriando histórias e registros, numatentativa de sobrepor toda ausência e estigmatização sofrida por seus iguais no passado.Um resgate poético da representação negra brasileira.

Filha natural (Brasil, 2018-19, 16min, livre)
Direção: Aline Motta
Elenco: Claudia Mamede
Direção de Fotografia: Aline Motta
Sinopse: Em uma análise inédita da iconografia histórica e relatos orais de sua própria família, a artista visual Aline Motta traz à tona hipóteses sobre as possíveis origens de sua tataravó. Há indícios que ela tenha nascido por volta de 1855 em uma fazenda de café em Vassouras, zona rural do Rio de Janeiro, considerado o epicentro do escravismo brasileiro no século XIX.
Sobre a diretora: Aline Motta nasceu em Niterói (RJ), em 1974, e mora em São Paulo. Combina diferentes técnicas e práticas artísticas em seu trabalho, como fotografia, vídeo, instalação, performance e colagem. De modo crítico, suas obras reconfiguram memórias, em especial as afro-atlânticas, e constroem novas narrativas que evocam uma ideia não linear do tempo.

Nossa mãe era atriz (Brasil, 2022, 26 min, 12 anos)Direção: André Novais Oliveira e Renato NovaesProdução: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo CorreiaElenco: Maria José Novais OliveiraSinopse: Maria José Novais Oliveira, uma senhora negra, moradora da periferia deContagem (MG), se torna atriz de cinema já nos seus 60 anos, com uma carreira premiadano Brasil e internacionalmente. Este documentário rememora a imagem de uma mulherímpar, que marcou o cinema brasileiro dos anos 2010.

Mãri Hi – A árvore do sonho (Brasil, 2023, 18 min, livre)Direção: Morzaniel ?ramariProdução: Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da CunhaElenco: Davi Kopenawa YanomamiDireção de Fotografia: Morzaniel ?ramariPrêmios: Melhor Curta-Metragem no 28º Festival Internacional de Documentários, 2023,São Paulo – SP.Sinopse: Quando as flores da árvore Märi desabrocham, surgem os sonhos. As palavras deum grande xamã conduzem uma experiência onírica através da sinergia entre cinema e sonho yanomami, apresentando poéticas e ensinamentos dos povos da floresta.

O que pode um corpo? (Brasil, 2020, 14 min)
Direção: Victor di Marco e Márcio Picoli
Produção: Laura Moglia, Márcio Picoli, Aline Gutierres e Victor Di Marco
Depoimento e Performance: Victor di Marco
Direção de Fotografia: Bruno Polidoro
Prêmios: Prêmio do Júri no 48º Festival de Gramado; Melhor Filme – Prêmio Público no 27º Festival de Cinema de Vitória; Melhor Direção no 3º Festival Santa Cruz de Cinema; Melhor Filme no 9º Curta Brasília.
Sinopse: Um bebê nasce, mas não chora. Um corpo grita e não é ouvido. As tintas que escorrem em um futuro prometido não chegam em uma pessoa com deficiência. Victor di Marco faz de si a própria tela em um universo de pintores ausentes.

A poeira dos pequenos segredos (Brasil, 2012, 20 min, 14 anos)Direção: Bertrand LiraProdução: Heleno BernardoElenco: Verônica Sousa, Nanego LiraDireção de Fotografia: João BeltrãoSinopse: Drama existencial de um casal do Cariri paraibano hipnotizado pelo mistério domundo. O marido gasta o tempo viajando, no intento de desvendar esse mistério, ou aomenos de compreendê-lo. A mulher, sem entender o que se passa, conformada ou não, ficaem casa à espera de seu retorno.

Quinta, 14.03, 9hs
SESSÃO INFANTO-JUVENIL

Um filme de verão (Brasil, 2019, 95min, 14 anos)Direção: Jo SerfatyProdução: Julia MottaDireção de Fotografia: Pedro Pipano

Elenco: Caio Neves, Ronaldo Lessa, Karollyane Rabech, Junior Souza, Barbara Marques

Sinopse: Durante o verão, Karol, Junior, Ronaldo e Caio estão no último mês das aulas em uma escola pública, no Rio de Janeiro. Quando as férias chegam, a temperatura alcança 40 graus. Imersos nos fios emaranhados que cobrem o céu da favela e os súbitos apagões, os quatro jovens enfrentam as incertezas da vida adulta e se reinventam diante da crise da cidade. Um filme de verão apresenta um mosaico híbrido desta juventude que encontra espaço através do cinema.


Quinta, 14.03, 14hs

SESSÃO CURTAS


Ribeirinhos do asfalto (Brasil, 2011, 26 min, livre)

Direção: Jorane Castro

Produção: Luis Laguna e Danielle Santos

Elenco: Dira Paes, Ana Letícia Cardoso e Adriano Barroso

Direção de Fotografia: Pablo Baião

Prêmios: Melhor Produção Amazônica no 2º Curtamazônia, 2011, Porto Velho, RO; Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra Amazônica do Filme Etnográfico, 2011, Manaus, AM; Melhor Direção no 10º Festival de Cinema de Maringá, 2012, Maringá, PR.

Sinopse: Deisy mora na Ilha do Combu, do outro lado do rio, na frente de Belém. Ela gostaria de morar na cidade cheia de luzes que ela vê de noite na sua casa, no meio da mata. Com a ajuda de sua mãe, ela vai tentar realizar este sonho.

Adão, Eva e o fruto proibido (Brasil, 2021, 20 min, 14 anos)

Direção: R. B. Lima

Produção: Taís Pascoal

Elenco: Danny Barbosa, Lay Gonçalves, Manoa Vitorino, Margarida Santos, William Cabral

Direção de Fotografia: Carine Fiúza

Sinopse: O curta-metragem retrata o encontro entre uma mulher transexual e seu filho adolescente, separados após o nascimento. Nesse novo cotidiano, ela enfrenta seus medos, ao mesmo tempo que tenta entender o filho e o papel de ser mãe. Também não é fácil para o jovem, que busca em uma pessoa desconhecida o sentido de sua própria existência. Assim, breves momentos contribuem para o amadurecimento dos dois, traçando um caminho de descobertas e quebras de preconceitos

Nossos espíritos seguem chegando (Brasil, 2021, 15min, livre)

Direção: Kuaray Poty (Ariel Ortega) e Bruno Huyer

Produção: Maria Paula Prates, Christine McCourt

Elenco: Pará Yxapy, Kerechu Miri (Elza Ortega), Pará Rete (Elsa Chamorro)

Direção de Fotografia: Kuaray Poty (Ariel Ortega)

Prêmios: Prêmio Pierre Verger Sinopse: Na Tekoa Ko’?ju, Pará Yxapy, indígena Mbya Guarani, dedica os primeiros cuidados a seu filho ainda no ventre, e reflete, com seus parentes, sobre os sentidos de sua gravidez em meio a pandemia de Covid-19 no Brasil.

Me farei ouvir (Brasil, 2022, 30min,10 anos)

Direção: Bianca Novais e Flora Egécia

Produção: Vanessa Medrado
Direção de Fotografia: Barbara Rodarte e Heloisa Abreu

Prêmios: Melhor Filme por Júri Popular na Mostra Competitiva do 7º CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema
Sinopse: Uma investigação acerca da sub-representação feminina na política brasileira a partir do cruzamento entre narrativas e percursos de mulheres com inspiração política, que conquistaram espaços ecoando suas vozes.

Escrevivência e resistência: Maria Firmina dos Reis e Conceição Evaristo (Brasil, 2021, 26min, livre)

Direção: Renato Barbieri e Juliana Borges

Produção: Renato Barbieri e Natália Brandino

Direção de Fotografia: Renato Stockler

Elenco: Noemia Oliveira, Orlando Caldeira e Conceição Evaristo

Sinopse: O 11º episódio da série televisiva Libertárixs, dedicada a personagens negros pouco conhecidos da história do Brasil, apresenta duas das escritoras fundamentais da literatura brasileira: Maria Firmina dos Reis e Conceição Evaristo; mulheres negras revolucionárias pelo ato de escrever e pela potência de suas obras.

Quinta, 14.03, 18hs

SESSÃO HOMENAGEM


A bolsa ou a vida (Brasil, 2021, 102 min, 10 anos)

Direção: Silvio Tendler

Produção: Ana Rosa Tendler e Maycon Almeida

Elenco: Ailton Krenak, Celso Amorim, Ken Loach, Ladislau Dowbor, Nabil Bonduki, Padre Júlio Lancellotti, Rita von Hunty, Yánis Varoufákis e Eduardo Tornaghi

Direção de Fotografia: Tao Burity e Taynara Mello

Prêmios: 38º Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo

Sinopse: No futuro pós-pandemia da Covid-19, a centralidade será o cassino financeiro e a acumulação de riqueza por uma elite ou uma vida de qualidade para todos, com menos desigualdade? O Estado mínimo se mostrou capaz de atender ao coletivo? Como garantir a vida sem direitos sociais e trabalhistas? Em qual modelo de sociedade queremos viver? O filme aborda o desmonte do conceito de bem-estar social e nos faz refletir sobre a incompatibilidade do neoliberalismo com um projeto humanista de sociedade.

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