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Cachoeiras em Sergipe têm sido visitadas por turistas sem ordenamento e preocupação ambiental. Governo do Estado sequer tem um catálogo desses locais

CAMILA FARIAS, da Mangue Jornalismo

Sergipe é conhecido por seu litoral e rios. Mas, há quem goste de aventura e busque entretenimento nas cachoeiras e trilhas espalhadas pelo estado. As cachoeiras mais conhecidas estão localizadas nos municípios de Itabaiana, Macambira, Lagarto, Canindé de São Francisco e Pirambu.

O problema é que a falta de gestão ambiental em alguns desses espaços pode comprometer a qualidade das águas e do ambiente ecológico. Mas, como isso afeta a população? Apesar de algumas dessas cachoeiras estarem há mais de 100 quilômetros de Aracaju, as bacias hidrográficas funcionam de modo interligado. Por exemplo, as águas da cachoeira de Macambira vêm do Rio Salgado e está inserida na bacia hidrográfica do Rio Vaza Barris, que deságua no litoral da capital.

Algumas pesquisas foram feitas por estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) para demonstrar o potencial turístico das cachoeiras, mas, aliado à preservação ambiental. Dessa forma, nas próximas semanas a Mangue Jornalismo publicará reportagens especiais que destacam potenciais turísticos ambientais de Sergipe e a importância da conservação desses espaços.


Sergipe não tem um catálogo oficial das cachoeiras

O geógrafo e mestre em Geografia, Rodrigo Souza, realizou sua pesquisa de mestrado na Universidade Federal de Sergipe (UFS) avaliando algumas cachoeiras do Sergipe em 2022. Para o desenvolvimento do seu trabalho, ele explica que houve algumas dificuldades pelo fato do Governo do Estado não ter um catálogo que ajude no mapeamento das cachoeiras.

O que existe é que as pessoas ao fazerem a visita a esses locais e publicarem em suas redes sociais com hashtags, o Google Earth consegue fazer a localização desses espaços e dessa forma, cada pesquisador realiza o mapeamento de forma autônoma”, pontua Rodrigo.

A professora doutora em Geografia, Márcia Eliane Silva Carvalho, também da UFS, explica que um inventário das quedas de água do estado pode ser realizado pelas instituições de ensino superior e posteriormente divulgadas. “Tínhamos um projeto em andamento, mas, com a pandemia, foi preciso dar uma pausa. Pretendo retomá-lo e ao finalizar, dialogar com os gestores ambientais, visando efetivar medidas de conservação”, disse ela.

Rodrigo explica que não ter um mapeamento é negativo para a conservação ambiental. “Temos que pensar na bacia hidrográfica como um todo, o que envolve a cachoeira. Penso que a conversação das águas em Sergipe passa pelo entendimento da água ser o atrativo no nosso estado, não somente no litoral, mas em todo o seu percurso”, disse.

O pesquisador ainda afirmou que “os nossos rios têm um grande potencial turístico, mas suas bacias hidrográficas não estão preservadas. Não temos uma fiscalização efetiva do que é lançado nesses rios. Mas, o caminho para a conservação seria integrar o comitê de bacias hidrográficas com o polo de turismo”, reforça.

A professora Márcia explica que “qualquer interferência em um curso hídrico ou em um dos componentes físicos e ambientais da bacia hidrográfica poderá causar desequilíbrio em todo o sistema”. Por isso, ela ressalta a importância de ter um diálogo do governo junto com os pesquisadores da área.

“Temos desenvolvido pesquisa sobre geodiversidade e geoconservação em Sergipe no Departamento de Geografia da UFS.  Faz-se importante a realização de um inventário, seguido da valorização de cada uma dessas quedas de água com a metodologia apropriada. Temos que identificar quais são as cachoeiras permanentes e temporárias para depois, identificar como esses espaços podem ser utilizados”, completa Márcia.


Problemas de gestão ambiental nas cachoeiras do Lajedão e Roncador

A Cachoeira do Lajedão está localizada em Canindé de São Francisco, alto sertão sergipano. Suas águas fazem parte de um afluente do Velho Chico, o Rio Lajedo. Dessa forma, a preservação de nascentes, bacias hidrográficas, matas ciliares e até mesmo das águas da cachoeira podem ter impacto no rio. As águas “douradas” da Cachoeira do Lajedão atraem visitantes e interessaram o pesquisador e geógrafo Rodrigo Souza.

Cachoeira do Lajedão tem águas douradas (Foto Rodrigo Souza)

Rodrigo explica que “antes do afloramento da água proporcionado pelos projetos de irrigação, a Cachoeira do Lajedão só apresentava fluxo em chuva de trovoada, ou seja, a formação geomorfológica do Lajedão é natural, porém a fonte da água é artificial”.

O acesso à cachoeira ocorre por duas trilhas, uma mais longa (2,1 km) e uma mais curta, de 300 metros e acesso difícil pelo fato das pessoas correrem o risco de cair (30 metros). “A região não dispõe de infraestrutura para o acesso à trilha”, pontua o pesquisador.

Turistas em trilha correm riscos de acidentes (Foto: Rodrigo Souza)

Com a falta infraestrutura e gestão ambiental, o pesquisador explica que a cachoeira tem sofrido um processo de visitação desordenada, o que pode resultar em acidentes. “Também é importante destacar a ocorrência da remoção de rochas e cristais que são depositados no lago da cachoeira, de modo que se mostra necessária a gestão Cachoeira do Lajedão ante a descaracterização associada ao uso turístico que vem ocorrendo”, aponta Rodrigo.

Outro problema localizado pelo pesquisador é o despejo de resíduos sólidos de modo regular. O resultado é que a região pode sofrer com “problemas sanitários e ambientais já que em época de chuva os resíduos despejados podem escoar para o canal fluvial e ser levado até o Rio São Francisco, além de suprimir a vegetação e prejudicar a fauna e o solo”.

Lixo em vários pontos do trajeto (Foto Rodrigo Sousa)

Sobre a qualidade das águas, o pesquisador destacou que o estado trófico na cachoeira foi classificado como muito acúmulo, sendo relacionada ao excesso de algas encontradas na queda d’água como também no curso do rio. A elevação do estado trófico da água pode ser um indicativo de desequilíbrio.

Pelo seu potencial turístico e econômico para a região, Rodrigo explica que “para implementar medidas de geoconservação é necessária a delimitação da área para que se possa ser elaborado seu plano de manejo, que deve constar informações acerca de seu monitoramento, programas educacionais e práticas de turismo sustentável, desse modo, Canindé de São Francisco pode garantir a conservação a longo prazo de seu hidropatrimônio, de modo que contribui na promoção sustentável da região, no intuito de promover seus ativos culturais e científicos únicos para as gerações futuras”, conclui.

A Mangue procurou a Prefeitura de Canindé de São Francisco para questionar sobre a fiscalização do local e ações de preservação, mas não obteve resposta.


Cachoeira do Roncador está fora da Reserva Santa Isabel

A segunda cachoeira que o pesquisador analisou foi a do Roncador, no município de Pirambu. Ela fica a pouco mais de um quilômetro do mar. O poço formado pela queda d’água não é tão fundo, porém há um degrau formado por pedras, onde o banho de cachoeira é relaxante e divertido.

Suas águas deságuam no mar e fazem parte do grupo de pequenas bacias do Rio Sapucaia. O pesquisador explica que nesta área se encontram uma série de lagoas que afloram dos lençóis freáticos e estão situados sítios arqueológicos. O acesso a trilha tem 3 km, um percurso, que inclusive, é bastante explorado por empresas de turismo.

“A Reserva Santa Isabel é a tentativa institucional de preservação ambiental na região, seus limites na área de estudo compreendem os cordões dunares holocênicos e a região denominada de Lagoa Redonda, entretanto a Cachoeira do Roncador fica de fora. Inclusive, dentro da reserva há lotes disponíveis para a venda, voltados à plantação de coqueiros, o que seria considerado ilegal”, aponta Rodrigo.  A Reserva Santa Isabel faz parte do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vinculado ao Governo Federal.

“A região não possui normas de gestão. O que se tem no momento é o projeto de lei (299/2020) do zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro do Litoral Norte de Sergipe, que busca uma ordenação territorial no litoral”, explica Rodrigo.

O projeto foi aprovado em 21 de dezembro de 2022, pelos deputados estaduais e o objetivo é disciplinar o ordenamento territorial necessário ao desenvolvimento sustentável das zonas costeiras do Estado de Sergipe.

A Mangue procurou a assessoria de comunicação da Reserva Santa Isabel para questionar os pontos desta reportagem. O chefe da Unidade de Conservação, Áderson Avelar, disse acreditar “que não há um motivo específico para a cachoeira do Roncador não ter sido inserida na área da Reserva Biológica de Santa Isabel. A unidade de conservação é formada, predominantemente, pela faixa de terras que vai desde o mar até o cordão interno de dunas, e a cachoeira está situada fora dessa faixa”.

Sobre o uso de terras dentro da unidade, ele explica que está “apurando alguns casos de venda de terras no interior da unidade de conservação e verificando se são casos de transferência de propriedade ou posse legítima. De toda sorte, qualquer alteração de uso do solo na unidade de conservação, se não autorizada, caracteriza infração ambiental”, completou.

Cachoeira do Roncador fora da Reserva Santa Isabel (Foto Rodrigo Sousa)

A pesquisa realizada por Rodrigo indica também que a Cachoeira do Roncador não está documentada no Atlas Digital sobre Recursos Hídricos do Estado de Sergipe, do ano de 2012, mas vem sendo utilizada para atividades de lazer.

Além de trilhas realizadas por empresas de ecoturismo, é comum na região acampamentos e outras atividades, como motocross, o que segundo o pesquisador são atividades que “muitas vezes geram descartes irregulares de resíduos sólidos e restos de fogueiras”, explica Rodrigo.

Além disso, “nem todas as visitas à cachoeira possuem um caráter educativo, de modo que estratégias de geoconservação se apresentam necessárias para que as atividades na cachoeira continuem sem interferir na dinâmica ambiental. Atualmente as atividades turísticas na região ocorrem de modo desordenado em grupos de visitantes distintos, desde os que vão para ficar nos bares presentes na região da lagoa redonda aos que buscam as trilhas sob as dunas para chegar a Cachoeira do Roncador”, pontua o pesquisador Rodrigo. 

O pesquisador defende que a “geoconservação efetiva da Cachoeira do Roncador e da Lagoa Redonda em Pirambu requer um plano de ação que contenham estratégias de conservação que leve em consideração questões como o controle de acesso dos visitantes, recursos educacionais para visitantes, monitoramento e gerenciamento do comportamento dos visitantes, manutenção regular dos locais e colaboração com as comunidades locais”.

A Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Pirambu informou que apesar da Cachoeira do Roncador estar localizada dentro de uma área particular, há ações voltadas para a promoção da educação ambiental com os turistas na área. “Temos uma técnica específica para isso aos finais de semana e feriados. Além disso, há uma barreira física com fiscalização para inibir carros de entrarem na área ambiental. Fazemos periodicamente a limpeza da área”.


Cachoeiras de Macambira e a do Saboeiro não têm gestão ambiental

Outra cachoeira importante em Sergipe é a de Macambira, há pouco mais de 60 km de Aracaju. É formada pelas águas do Rio Salgado e está inserida na bacia hidrográfica do Vaza Barris. Rodrigo explica que apesar do local ser um dos principais atrativos turísticos presentes em Macambira, o turismo ocorre de forma desordenada, pois não há placas de sinalização e existem construções próximas ao leito do rio.

Cachoeira de Macambira sem gestão ambiental (Foto: Camila Farias)

“Por conta do acesso desordenado é possível observar o desmatamento da margem ciliar e a erosão de uma das margens, que é usada para pulos de banhistas, além disso foi construída uma ponte de madeira, improvisada próximo a queda-d’água, que serve de acesso para a outra margem do rio”, pontua o pesquisador.

Assim como no caso das outras cachoeiras, Rodrigo propõe a criação de estratégias de geoconservação nessa área. “A população do município também deve frequentar o local como forma de lazer e com isso conhecer histórias sobre a cachoeira. É importante saber quem frequenta para traçar estratégias assertivas para a preservação do local. Levando em consideração os trilheiros e moradores locais pode-se pensar a implementação de placas no local informando sobre a geologia e sobre a bacia hidrográfica do Rio salgado”, conclui. Em contato com a Prefeitura de Macambira, a assessoria informou que tem ocorrido um estudo para a criação de unidade de conservação ambiental da Cachoeira de Macambira em consonância com as secretarias do Governo do Estado.

Prefeitura de Macambira buscar criar um comitê gestor da unidade (Foto: Divulgação)

Cachoeira do Saboeiro: falta de sinalização, descarte do lixo e desmatamento

A Cachoeira do Saboeiro, a 76 quilômetros da capital, está localizada no município de Lagarto. A cachoeira é próxima ao Rio Vaza-Barris, que deságua na capital. A trilha de acesso ao local tem cerca de 14 quilômetros. Wagner Souza-Lima, geólogo e diretor da Fundação Paleontológica Phoenix, visitou a cachoeira em dezembro de 2022.

“Não há qualquer sinalização indicando os acessos à cachoeira, mesmo na estrada principal, desde Lagarto. No local não há indicação de acesso a qualquer ponto possível para visitação, até mesmo à cachoeira, cujo sentido é mais instintivo, por ouvir o som da água caindo. Há um pequeno “mirante” para o vale do Vaza-Barris, sem sinalização e sem qualquer estrutura de segurança. O local recebe visitantes que passam o dia, e infelizmente nem todos recolhem os resíduos gerados. Então é comum encontrar garrafas, latas e embalagens plásticas. Não há também qualquer recipiente para coleta ou descarte desses resíduos”, pontua ele.

A área sofre também pelo desmatamento ambiental. “Resta pouco da vegetação original, um pouco no entorno da cachoeira devido à dificuldade de acesso. Não há qualquer medida voltada à preservação do local ou que facilite o acesso, independentemente da idade. Para pessoas de idade ou dificuldade de locomoção, o acesso é impossível nas condições atuais. E ainda é arriscado mesmo para pessoas em melhores condições físicas”, disse Wagner.

O geólogo explica que a Cachoeira do Saboeiro tem elevada importância geológica e cultural, já que apresenta um raro exemplo de formação de travertinos (rocha calcária) em ambientes superficiais de águas no estado, no Nordeste e no país. Dessa forma, sua preservação torna-se essencial.

Cachoeira do Saboeiro e formação dos travertinos (Foto Wagner Souza)

Para Wagner, é fundamental mobilizar ações como “sinalização em todos os pontos, placas educativas e de descrição do sítio, melhoria dos acessos, principalmente no sítio da cachoeira, dispositivos de coleta de resíduos (incluindo um programa de retirada desses resíduos para descarte adequado ou reciclagem) e plantio de espécies nativas no entorno do sítio”, defende o pesquisador.

A assessoria de comunicação do Município de Lagarto, em nota, respondeu que reafirma o compromisso com a preservação desse patrimônio natural, por meio da limpeza e controle periódico da área e instalação de placas informativas, “com o intuito de conscientizar os visitantes sobre a importância de não despejar lixo e não degradar esse ecossistema frágil, uma vez que tais práticas são consideradas crimes ambientais passíveis de multas”.

A nota também informa que está “também em fase de licitação para a revitalização da área circundante à cachoeira, que inclui a construção da escada de acesso com segurança e proteção ao meio ambiente, áreas de lazer com integração com a natureza no alto da cachoeira e um posto de fiscalização, tudo isso com o objetivo de garantir maior segurança aos turistas e preservar questões ambientais”. 

Governo do Estado responde aos questionamentos da Mangue

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) apresentou as seguintes respostas às demandas apresentadas pela Mangue Jornalismo.

Mangue Jornalismo (MJ) – Uma pesquisa de mestrado realizada na área de Geografia na UFS mostrou que, em algumas cachoeiras, como as do Roncador e Lajedão, a visitação desordenada e a falta de sinalização acabam contribuindo para a falta de preservação ambiental, descaracterização do ambiente e aumento de lixo (outros resíduos). Apesar disso, a pesquisa destaca que há grande potencial turístico, se houver uma boa gestão no local. Como o Governo do Estado enxerga essa afirmação?

Governo de Sergipe (GS) – O Governo de Sergipe enxerga esta afirmação de maneira positiva, vê como necessário e primordial o planejamento e o reordenamento da atividade turística que vem sendo desenvolvida nas áreas citadas. Por essa razão, tem se articulado institucionalmente para criar regramentos e diretrizes turísticas que estão se desenvolvendo nessas áreas, visando instituir a política de ecoturismo do estado. As potencialidades naturais que Sergipe possui serão melhor aproveitadas e conservadas se houver gestão sustentável e compartilhada com os diversos responsáveis, seja o próprio governo estadual, os governos municipais detentores das potencialidades turísticas naturais, bem como agências que operam tais roteiros, guias de turismo e população em geral.

MJ – Qual o trabalho realizado para a conservação ambiental das cachoeiras, no sentido de estimular o turismo, mas afetando de forma mínima o espaço?

GSO Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), tem dialogado com organizações da sociedade civil, a exemplo da ONG Centro da Terra, que já tem expertise no ordenamento do turismo em áreas naturais e vem, há anos, desenvolvendo ações nesse sentido. Já vêm sendo realizados alguns trabalhos pela equipe técnica da Setur, com municípios com áreas naturais potenciais para o ecoturismo e com os órgãos federais que porventura atuam nessas áreas, em parceria firmada com voluntários do Centro da Terra, para corroborar junto ao grupo de trabalho instituído por meio do Acordo de Cooperação Técnica 01/2023, assinado entre a Setur, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) e os municípios envolvidos para o processo de criação de uma Unidade de Conservação na Serra da Miaba e cachoeiras circunvizinhas.Além disso, a Centro da Terra é a ONG que atua junto aos empreendedores locais, que querem inovar com empreendimentos em áreas naturais que se enquadram no modelo do ecoturismo, como os critérios de sustentabilidade nas atividades turísticas a serem desenvolvidas no Ecoparque Jacoca, próximo à Cachoeira de Macambira.Na mesma frente, a Setur, a Centro da Terra e a Prefeitura de Canindé do São Francisco estão atuando de forma conjunta no projeto de estruturação do ecoturismo no Vale dos Mestres, e, mais recentemente, tem se buscado o apoio institucional e financeiro à Centro da Terra, no planejamento e manejo das trilhas do Parque Nacional Serra de Itabaiana, cuja gestão é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no sentido de estimular um turismo sustentável, de mínimo impacto, e que obedeça diretrizes e normas vigentes que regem o ecoturismo.

MJ – Há um grande investimento no Polo de Canindé do São Francisco, por causa do Cânion de Xingó. Qual é o plano de governo em termos do turismo nas cachoeiras?

GS – Na região do Cânion de Xingó, em Canindé, o plano inicial que vem sendo executado pelo governo, por meio da Setur, é a estruturação do ecoturismo no Vale dos Mestres, que foi iniciada pelo município e assumida pelo Governo do Estado a etapa de implantação da estrutura de visitação. No âmbito geral para as outras áreas naturais, trilhas e cachoeiras em Sergipe, a Setur já adotou, dentre suas metas, a estruturação de um plano de ordenamento do turismo nessas áreas, que está no início, tendo como piloto Cachoeira de Macambira, Vale dos Mestres e Parque Nacional Serra de Itabaiana, e que, futuramente, será estendido para outras áreas potenciais.

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