Aracaju realizou ato contra anistia para Bolsonaro e demais criminosos e contra o congresso inimigo do povo

Aracaju se manifestou contra anistia e congresso inimigo do povo (Crédito Cristian Góes)

No final da tarde e começo da noite de ontem, domingo, 14, centenas de pessoas tomaram a Praia da Cinelândia, em Aracaju, para protestar contra a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que reduz as penas dos condenados pelos vários crimes do 8 de janeiro de 2023. No fundo, o projeto é de anistia aos criminosos, especialmente para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por ser chefe da organização criminosa.

O ato de ontem em Aracaju se inseriu a vários atos públicos realizados em dezenas de cidades brasileiras. Parte da Orla de Atalaia foi interditada para que se manifestassem estudantes, trabalhadores rurais, professores, servidores públicos, aposentados, muitos representantes de movimento sociais, sindicais e partidos políticos de esquerda. O o ato foi marcado por várias apresentações culturais, especialmente musicais, a exemplo da Banda Reação.

Além de dizer “não” para a anistia (o projeto deve ser votado nesta semana no Senado), as pessoas também se manifestaram contra as últimas ações da Câmara dos Deputados e do Senado, que passaram a ser chamados de “congresso inimigo do povo”.  “É impossível ficar impassivo diante de tanta perversidade que tem feito a maioria dos deputados e senadores”, disse Roberto Silva, presidente da CUT/SE.

Na Câmara dos Deputados, por exemplo, além da anistia, os deputados federais também livraram da cassação a deputada criminosa e presidiária na Itália, Carla Zambelli (PL-SP). Sobre a anistia aos criminosos, de Sergipe, votaram a favor seis deputados: Rodrigo Valadares (União), Ícaro de Valmir (PL), Delegada Katarina (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Yandra Moura (União) e Thiago de Joaldo (PP). Novamente o deputado Fábio Reis (PSD) esteve ausente e o único deputado a votar contra a impunidade foi João Daniel (PT).

Já o Senado aprovou o projeto que praticamente acaba demarcações de terras indígenas e coloca em risco as áreas já conquistadas pelos povos originários. O projeto de Marco Temporal atende os interesses de fazendeiros, mineradoras e do agronegócio. De Sergipe, votaram contra os povos indígenas os senadores Alessandro Vieira (MDB) e Laércio Oliveira (PP). O senador Rogério Carvalho (PT) votou em favor dos indígenas.

Veja algumas imagens do ato público de ontem.

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Cristian Góes

Jornalista pela Universidade Tiradentes, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe e doutor em Comunicação e Sociabilidade pela Universidade Federal de Minas Gerais. Experiência como repórter e assessor de Comunicação nas áreas sindical e pública.

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