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Ainda em construção, a cena ballroom de Sergipe mostra que a sua força vem do acolhimento. O brilho da competição que celebra queers, pretas e latinas

VALTER DAVI, da Mangue Jornalismo (@davioldantas)

A roda já foi criada, no meio tem um espaço livre que forma uma passarela, a plateia espera ansiosas com gritos, o chanter, quem comanda a ball, aparece com o microfone na mão e anuncia que o baile vai começar. 

O brilho que ilumina a noite da ball vem das roupas, das maquiagens, dos acessórios, dos olhos e dos corpos. Todos reunidos prontos para a competição que celebra a existência de pessoas que encontraram na ballroom um lar. Um lar que permite a liberdade. A ballroom é isso. E a ballroom sergipana é muito mais que uma noite. 

“A ballroom em Sergipe se tornou um lugar de acolhimento”, disse u* Internacional Founding Mother Afrofutur1st DiBarro Garçon (em tradução livre quer dizer Mãe Fundadora Internacional Afrofutur1st DiBarro Garçon).

Quando uma pessoa vai para o meio da passarela, os holofotes são direcionados a ela, é o seu momento de brilhar e soltar tudo o que tem guardado em seu peito. Em seu corpo, uma roupa que lhe representa, os movimentos com os braços subindo e descendo, se contorcendo feito elástico, as pernas que se dobram e esticam para o alto enquanto o corpo todo vai ao chão, os olhos fincados nos jurados e na plateia, e no rosto a seriedade é o que prevalece. Podemos sentir que ali está uma pessoa pronta para destruir tudo. 

A ballroom é um lugar em que as pessoas podem se sentir confiantes. (Foto: Joseph Christopher)

Em uma ball, diversas categorias são possíveis: desfile, moda, rosto, movimento de braços, lipsync e, a que ficou mais famosa, a performance de vogue. É comum que em cada ballroom tenha um tema que vai direcionar os participantes. Ao final de cada categoria, os jurados concedem um prêmio para a pessoa que fez a melhor apresentação, o chamado Grand Prize.

Dentro da ballroom há uma diversidade de pessoas e de corpos. Um movimento que nasceu por pessoas queers, pretas e latinas, até hoje é um lugar em que essas pessoas mantêm o protagonismo. É na ballroom que os corpos são livres para se expressarem de maneira segura, são exaltados e conseguem ter de volta a confiança de que lhe foram arrancadas pela sociedade. 

“A ballroom para mim é um lugar de pertencimento, de fortalecimento e de aquilombamento de pessoas dissidentes de pessoas racializadas que naturalmente não são vistas e não são respeitadas. Então a ballroom tem esse lugar de colocar essas pessoas como prioridade”, explicou o professor, dançarino e performer, Hilk 007.


O nascimento da ballroom em Sergipe

Afrofutur1st DiBarro Garçon tem seu berço na capital sergipana, Aracaju. Nesta terra em que cresceu, elu percebeu e sentiu na pele que aqui ainda não era tempo que coubesse os seus frutos. Foi então que elu arrumou as suas malas e partiu para os Estados Unidos. Em Nova Iorque, teve contato com outro tipo de arte, uma arte urbana que lhe arrancou a atenção. “Quando eu conheci a ballroom, eu me encantei e comecei a estudar mais sobre isso. Quando eu voltei para Aracaju, em 2019, senti a necessidade de criar um lugar de expressão”, contou Afro.

Com a cabeça cheia de ideias e projetos prontos para saírem do papel, Afrofutur1st dá início ao “Lady Bixa”, um projeto que promovia eventos e ações sobre a comunidade LGBTQIAPN+. Foi com esse projeto que conseguiu financiamento, em 2021, por meio do edital da Lei Aldir Blanc, para criar o Workshop Ballroom. Foi um mês de workshop que abordou assuntos como a comunidade e as categorias da ballroom, além de ter aulas práticas sobre cada categoria que acontece durante a ball.

No entanto, o anúncio da primeira casa de ballroom em Sergipe não aconteceu nesse momento. Com a aprovação de mais um edital da Lei Aldir Blanc, Afrofutur1st dá início ao projeto da Recicla Ball. Primeiro, em uma casa na Barra dos Coqueiros, durante três dias, aconteceram oficinas, palestras, exibição de documentário e aulas sobre a ballroom. Ao final, a tão aguardada ball.

Para ajudar a construir a cena ballroom de Sergipe, foram convidadas pessoas de fora de Sergipe e que já estavam na cena ballroom, há bastante tempo, estudando, vivendo e participando ativamente dessa cultura. Nomes como Trailblazer Fênix Negra de Mandacaru Zion, natural de Alagoas, e Father Victor de Mandacaru, de Pernambuco. A ideia de trazer pessoas que já estão nesse cenário há um bom tempo surgiu de Afrofutur1st. “Eu prezo em trazer mais conhecimento para minhes filhes, para que elus saibam sobre a ballroom e possam viver isso”, conta.

É nesse momento que Afrofutur1st anuncia a nova e primeira house de Sergipe, a Internacional Pioneira Kiki Casa DiBarro. O termo “kiki” é dado para casas que nasceram fora da cena mainstream, mas elas competem normalmente na ballroom. As casas não precisam ter um espaço físico para existirem, o seu sentido é de família, de lar, onde os seus integrantes podem recorrer sempre que precisarem. 

Já o nome Casa Di Barro vem através da ideia de manuseio do barro. “É relacionado ao barro que é maleável, além de trazer a ideia da inovação e do meio ambiente”, explicou a drag Purple May DiBarro, integrante da Casa DiBarro.

Desde a Recicla Ball, aconteceram cerca de oito balls. Segundo Afrofutur1st, cada ball reuniu cerca de 70 a 100 pessoas que iam assistir, apreciar e conhecer de perto a cultura ballroom.

Recicla Ball foi um evento que tinha o objetivo de conscientizar sobre a reciclagem de materiais.Foto: Joseph Christopher

Apesar de Afrofutur1st ter sido u pioneire da ballroom em Sergipe, essa cultura foi difundida por um coletivo. Outras mãos se juntaram e fizeram com que a ballroom e os seus corpos ocupassem os espaços de Aracaju. Dentro da ballroom existem os chamados 007, que são pessoas que estão na cena, participam dos projetos, mas não possuem uma casa

Colocar para frente a cultura da ballrrom em Sergipe atraiu muitas pessoas e, principalmente, incentivou que outras entrassem em ação para criarem mais projetos e mais balls. A Mansão das Prauzys, por exemplo, era um grupo de pessoas que se reuniam para dançar brega funk e conversar sobre suas vivências nos bairros de Santa Maria e São Conrado, periferias de Aracaju. 

Após conhecerem a cena ballroom que se formava aqui em Sergipe, o grupo decidiu formar a House of Prauzy. “Participar das Prauzys foi uma verdadeira experiência de acolhimento, sorrisos e lágrimas. Sempre tinha para onde correr, um segundo lar”, contou Vitória Luara, mulher trans e ex-princess da House of Prauzy.

Por precisar se mudar para outro estado, u Father Edu anunciou o encerramento da Casa no início de 2024. Vitória conta que não houve uma pessoa que assumisse o lugar com a responsabilidade necessária para guiar a Casa, e esse também foi um motivo para o seu fechamento.

A ballroom é muito mais que um baile

Dentro da cultura ballroom há pessoas que acharam ali um lugar para serem quem querem ser. O sentimento de pertencimento ao estar rodeado de pessoas que buscam propósitos similares é o que dá força e esperança para atuar nesse cenário.

Hilk 007 conheceu essa cultura em 2020. Por meio de séries, filmes e realities de outros países,  teve o primeiro despertar de desejo para conhecer a ballroom. Depois de muito estudar, conhecer a Casa DiBarro e conversar com pessoas que já estavam na cultura ballroom, Hilk entendeu que ali existia um lugar para ele. “Fora da ballroom, o meu corpo não é visto da mesma forma que dentro. Na ballroom eu sou visto como uma possibilidade, não só afetiva, mas de prosperidade”, contou.E a ballroom possui esse lugar de acolhimento. Quando Afrofutur1st sentiu o desejo de colocar essa comunidade nas ruas de Aracaju, foi pensando, também, em mostrar para a sociedade que existem pessoas que estão lutando para serem vistas do jeito que elas são. Através de encontros, os chamados “Fêchos”, os participantes da cultura ballroom sergipana se reúnem em locais públicos para estudarem a ballroom, treinar e debater sobre os seus lugares no mundo. “Nós ocupamos espaços públicos para que enxerguem os nossos corpos”, afirmou Afro.

A ballroom é um estilo de vida. É um lugar de acolhimento. No centro da imagem está a drag Timmy Tchanga DiBarro. Foto: Joseph Christopher

Quésia Souza é uma travesti, negra, atriz e natural de Sergipe. A sua vida com o ballroom começou depois de participar de uma oficina proporcionada por Afrofutur1st. Ao ver que aquela cultura lhe permitia ser acolhida, livre e reconhecer a potencialidade do seu corpo, Quésia sentiu a vontade de aproximar essa cultura para a sua vida. 

“A ballroom me ajudou a saber a potencialidade que o meu corpo existe sendo uma travesti negra e gorda. E eu adoro participar da categoria corpo. Porque eu gosto de mostrar o meu corpo, eu acho ele uma potência que tem que ser mostrado. E a ballroom me trouxe esse lugar de me amar cada vez mais”, contou Quésia.

Cada peça de roupa é escolhida meticulosamente, o tecido se torna uma parte do corpo, a tinta que cobre o seu rosto é uma armadura, lhe protege, lhe dá força. Na ballroom as Drag Queens também assumem um papel de protagonismo. É nas balls que elas possuem a liberdade de transitar em diferentes estilos e jeitos de expressar a sua arte. 

“Pensam muito que Drag Queen é só se vestir de mulher. A maioria das drags utilizam muito de signos femininos para se enfeitarem. Mas Drag é uma extensão. Você vai colocar uma unha para estender suas mãos, peruca para estender o cabelo, maquiagem para estender o rosto, salto para estender a altura. Tudo é uma expressão artística no seu corpo”, explicou Timmy Tchanga, Drag Queen que faz parte da Casa DiBarro.

Purple May DiBarro, é drag e integrante da CasaDiBarro. É nas categorias de “moda” e “bizarro” que ela se sente mais à vontade e livre para expressar o seu lado artístico. Matheus, que está por trás da Purple, é totalmente diferente da sua drag. Ele conhece a ballroom, a vive de certo modo, mas quem sente tudo na pele é a Purple. “O Matheus não caminha na ballroom. Eu não consigo ter a confiança que a Purple tem. Porque a Purple veste tanta coisa, uma maquiagem tão grande, é meio que um escudo para olhares tortos, cochichinhos, risadinhas. Então a Purple tem o domínio de participar nas categorias de melhor roupa e de bizarre”, disse Purple.

O vogue não é só uma dança, é um símbolo de resistência

A dança do vogue é uma das categorias da ballroom. Com movimentos que causam um ilusionismo no corpo, o vogue transcende a forma artística para a aceitação do corpo, para a resistência da cultura ballroom e para a visibilidade de pessoas trans e travestis. Muitas pessoas que conhecem a ballroom chegaram a partir do sucesso que o vogue começou a fazer na mídia mainstream. Mas o vogue é só uma parcela dessa cultura, e muito além disso, é mais que uma dança.

Inicialmente, o vogue era dançado prevalecendo as formas do corpo, as linhas retas dos braços e do rosto. As poses feitas durante a performance, simulavam as poses que eram feitas por modelos em ensaios fotográficos para revistas. Esse tipo de vogue é o “Vogue Old Way”. Um tempo depois, começou a surgir dentro da ballroom um novo jeito de dançar vogue, agora com ênfase aos movimentos mais rápidos dos braços e das pernas, sem precisar necessariamente ser robotizado, como o Old Way, essa nova camada do vogue é a chamada “Vogue New Way”.

Nesse movimento de inovações, surge o “Vogue Femme Queen”, que é uma dança que preza as acrobacias, a sensualidade e o prazer, uma forma exagerada dos femininos que tem inspiração no ballet, jazz e na dança moderna. Dentro da ballroom, as Femme Queens são mulheres trans ou travestis que fazem parte dessa cultura e competem dentro das categorias. Todo esse escopo é criado nos Estados Unidos, mas com a sua disseminação pelo mundo e entrando em contato com outras culturas, o vogue vai ganhando novas formas. Esse é um caso que aconteceu aqui no Brasil.

No Workshop Ballroom, as pessoas sentiram de perto o que é fazer parte da ballroom. À frente, vestide de preto, está Afrofutur1st. Foto: Leomaques de Oliveira

O “Brazilian New Way” ainda está em seu processo de construção, mas é possível perceber que essa nova forma de dançar o vogue já está sendo base de muitas ballrooms. A CapoeiraVogue é uma dança que mistura o vogue com os movimentos da capoeira, disseminada por Puma Camillê, uma travesti negra e periférica. Guiada pelo berimbau e o atabaque, a CapoeiraVogue se tornou mais uma forma artística de resistência que representa o povo que dança. 

“A CapoeiraVogue é uma tecnologia ancestral de sobrevivência que corpos dissentes e racializados encontram para contar sua história. Um pequeno grupo de pessoas que não se sentem contempladas na capoeira tradicional regional, e assim se aglutinam a fim de criar um espaço seguro para aquelas corpas que fogem da normatividade binária servindo como espelho e gerando identificação”, explica o dançarino e pesquisador, Wendras.

Wendras, natural de Sergipe, conheceu a cultura ballroom em 2015, através de um vídeo de duas japonesas performando o Vogue New Way. E mesmo que naquele momento ele não soubesse os termos, e muito menos o que era a cultura ballroom, Wendras se viu com os olhos brilhando e a vontade de pesquisar mais sobre só aumentou. “E é assim que a minha história na Ballroom começa quando em minhas pesquisas de danças urbanas encontro o vogue e me identifico, e percebo a necessidade de pertencimento num lugar seguro onde posso expressar minha criatividade genuinamente”, contou Wendras.

Como surgiu dentro da ballroom, o vogue é uma expressão artística que convoca o pensamento de resistência, acolhimento e pertencimento dentro da comunidade. Hilk 007 conduz treinos de vogue e, em suas aulas, ele faz questão de ressaltar a importância que o vogue possui dentro da comunidade ballroom, principalmente para o bem-estar de quem está aprendendo. 

“Sempre que estou fazendo as minhas oficinas e treinos, eu falo que o vogue é um estilo de vida. Eu também tento falar para as pessoas para resgatarem esse lugar interior de autocuidado e amor próprio. Para além de qualquer coisa, o vogue é sobre autoestima”, falou Hilk 007.

O vogue é capaz de resgatar sentimentos de empoderamento e fazer com que a pessoa que a pratica se sinta capaz de ter a sua identidade validada. “O vogue veio para mim de um lugar muito emancipatório. Depois que eu descobri o vogue eu mudei a minha maneira de me comportar e de falar. É uma cultura, uma comunidade que perpassa por todos os âmbitos da sua vida, você vive aquilo. Quando estou dançando vogue eu me sinto muito bem, me sinto belo e possível”, disse Hilk 007. 

A dança do vogue saiu da bolha do ballroom e alcançou um número maior de pessoas após Madonna lançar a música “Vogue”, em 1990. Quando a cantora mostra ao mundo uma dança que tem raízes na periferia, muitos holofotes se viraram para enxergar o vogue como um lugar em que a comunidade LGBTQIAPN+ vive. 

No entanto, o papel de Madonna se limitou apenas em utilizar uma categoria da ballroom para o seu papel artístico. Em sua trajetória, na época, a cantora não mostrou para o mundo que o vogue possui um histórico e contexto que vem de luta por direitos humanos, que é um estilo de vida que as pessoas da periferia adotaram como uma forma de se libertarem de toda opressão e amarras que lhe foram impostas. 

“A Madonna proporcionou uma visibilidade contraditória; uns acham que por ser uma figura popularmente conhecida apropriou-se da cultura em benefício próprio, outros dizem que ela contribuiu com o acesso de dançarinos e performers no Mainstream, independente desses questionamentos é evidente que sua coragem em falar sobre questões polêmicas para as décadas passadas por meio da sua arte gera debate até hoje”, afirmou Wendras.

O vogue é uma expressão artística de resistência. Foto: Joseph Christopher

Momentos de luta na ballroom

A ballroom é um movimento que surgiu nos Estados Unidos a partir de uma indignação de Crystal Labeija, uma mulher trans, negra e latina. No final dos anos 1960, após perder uma competição de miss e quebrar uma das regras da competição, que era a de permanecer no palco, Crystal sai do evento de cabeça erguida, pronta para criar a primeira casa ballroom, a House of LaBeija.

Naquele momento, os Estados Unidos passavam pela epidemia do HIV e, infelizmente, muitas pessoas da comunidade queer foram afetadas. A ballroom se tornou um lugar de refúgio para essas pessoas que, além de sofrerem os sintomas da doença, eram violentadas por sua sexualidade, gênero e identidade.

Aqui no Brasil, a epidemia do HIV começou entre a década de 1980 e 1990. A comunidade LGBTQIAPN+ foi a mais afetada e por muito tempo a doença foi tratada como “a doença dos gays”. A ballroom brasileira, como a pioneira, serviu de espaço para que as pessoas que estavam sofrendo com o vírus, se protegessem do ostracismo social. E assim começa um movimento dentro da ballroom de conscientizar as pessoas sobre o HIV e a AIDS.

Fênix Negra, que participou da Recicla Ball, na Barra dos Coqueiros, vive com HIV desde 2015, e foi em São Paulo que elu percebeu que precisava falar abertamente sobre a sua sorologia. “A partir daí eu fui introduzindo essa minha relação de viver com HIV nos bailes e nos looks”, contou. Fênix, desde então, se tornou um ativista sobre a causa do HIV, em que leva para a comunidade LGBTQIAPN+ conhecimentos sobre a doença, as formas de prevenção e, acima de tudo, o afeto. 

No ano de 2023, segundo o Ministério da Saúde e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, Sergipe registrou 221 casos de infecção pelo HIV. Em comparação ao ano anterior, 2022, esse número diminuiu em cerca de 40%.

Nota da edição: A reportagem utilizou da linguagem neutra para se referir a pessoas não-binárias que utilizam os pronomes e formas elu/delu/e. A decisão de utilizar esse tipo de linguagem parte da identificação das nossas fontes, é uma forma de respeito e de inclusão. Referências sobre esse uso podem ser consultadas no Manual Para o Uso da Linguagem Neutra Em Língua Portuguesa, da Frente Trans Unileira da Universidade Federal da Integração Latino-Americana e pode ser acesso aqui:  https://portal.unila.edu.br/informes/manual-de-linguagem-neutra/Manualdelinguagemneutraport.pdf 

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