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A Mangue Jornalismo inova e cria um Conselho de Interlocutores Externos. Fazem parte dele representantes de movimentos sociais e sindical

A escuta é um princípio do bom jornalismo – ético, coerente, responsável e transparente. É na escuta atenta das diversas vozes que compõem a tessitura social que encontramos linha e agulha para a costura de um jornalismo independente e de interesse público. É através do exercício democrático de escuta e de debates que temos a oportunidade de levantar reflexões e autocríticas sobre o próprio fazer jornalístico.

Desde a sua concepção, a Agência Mangue Jornalismo traça para si o compromisso de realizar um jornalismo independente, de qualidade, com rigorosa apuração e transparente. Para que isso seja possível, consideramos como parte fundamental passarmos por avaliações críticas externas às nossas atividades, sem que isso comprometa a independência editorial que buscamos.


Por isso, a Mangue Jornalismo passa a contar agora com um Conselho de Interlocutores Externos, que atua como uma das formas de controle social que nossa organização se submete voluntariamente. Esse conselho tem o papel de avaliar, opinar e aconselhar toda equipe da Mangue Jornalismo, tanto do ponto de vista do conteúdo publicado quanto sobre questões institucionais, administrativas e financeiras.

“A noção de independência é um modelo ainda a ser configurado e testado em contraposição ao tradicional modelo dos grandes conglomerados de mídia jornalística. As novas experiências jornalísticas em andamento vêm revigorando o jornalismo pelo país quando propõem renovar formas de organização, financiamento, perfil editorial e mesmo afirmação de valores jornalísticos. Se por um lado são propostas promissoras, demandam também que novos requisitos e procedimentos organizacionais sejam desenvolvidos para sustentar essa independência”, avalia Carlos Eduardo Franciscato, professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

A composição do Conselho

O Conselho de Interlocutores Externos da Mangue Jornalismo é formado por cinco membros: um professor de Jornalismo, dois representantes de movimentos sociais e dois representantes de sindicato de trabalhadores. Para a primeira composição desse conselho temos:
Carlos Eduardo Franciscato, professor de Jornalismo da UFS;

Cristiane Vieira Dias, representante do Movimento de Marisqueiras de Sergipe (MMS);

Tiago de Oliveira Conceição, representante do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU);

Milena Fernandes Barrozo, representante da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs);

Catia Oliveira de Andrade, representante do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema).

“O Conselho proposto é uma instância consultiva que busca criar dinâmicas dialógicas plurais que ampliem a vocação de colaboração e crítica sobre os processos de trabalho e resultados jornalísticos oferecidos à sociedade. A Mangue Jornalismo surge com esses lastros sociais que potencializam vínculos e aberturas para a sociedade e, portanto, seu surgimento já é uma primeira boa notícia a ser anunciada”, afirmou Carlos Eduardo Franciscato, professor do curso de Jornalismo da UFS.

“Compreendemos que reunir ciência, prática e movimento em um mesmo conselho pode indicar a garantia de olhares diversos e criteriosos, de diferentes espaços de atuação social, sobre os processos desenvolvidos e resultados alcançados ou não pela Mangue Jornalismo para cumprir sua missão de um jornalismo independente e de qualidade”, avalia Henrique Maynart, um dos gestores e editores da Mangue.

No Jornalismo, chamamos de ombudsman/woman (“representante da sociedade”) a pessoa que, dentro da redação, se encarrega de receber e filtrar as críticas e sugestões para o exercício do jornalismo. Na Mangue Jornalismo são os membros do Conselho de Interlocutoras Externas que se encarregarão de trazer olhares, reflexões, perspectivas e críticas, através de um parecer avaliativo emitido em reunião.

“Com esse Conselho, nós dos movimentos sociais podemos explanar os nossos problemas e a situação real das comunidades, que não conseguimos explanar na mídia tradicional”, disse Geonísia Vieira, do Movimento das Marisqueiras de Sergipe. “Essa é uma iniciativa importante, um espaço de escuta e avaliação sobre o trabalho jornalístico e seu compromisso com a verdade e o interesse público. Com esse Conselho não ganha apenas as pessoas que fazem a Mangue Jornalismo, mas todas nós da sociedade”, afirma a professora Catia Oliveira, do Sindipema.

É importante ressaltar que os membros, indicados e convidados coletivamente pela equipe da Mangue não possuem vínculo com a organização, não tem poder decisório e tampouco recebem qualquer remuneração para cumprir essa missão. A sua atuação é voluntária e de alta relevância pública. “Sabemos que, a cada dia, é imperativo que as organizações jornalísticas sejam cada vez mais abertas e transparentes aos olhares da sociedade para que sua legitimidade e confiabilidade social sejam reafirmadas”, disse Carlos Franciscato.

PRISCILA VIANA

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