Pesquisar
Close this search box.

Professores exigem que o prefeito de Aracaju pague o piso salarial. Educadores realizaram uma marcha e denunciaram a precariedade da educação na capital

MAIARA ELLEN, da Mangue Jornalismo (texto e imagens)
(@maiara.ellen)

Marcados pelo cansaço de uma luta que parece não ter fim, professoras e professores da rede municipal de Aracaju foram às ruas ontem, pela manhã, para marcar o Dia Nacional de Luta em defesa do Piso Salarial.

Liderados pelo Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), as educadoras e educadores realizaram uma marcha, saindo da sede do sindicato para a sede da Prefeitura de Aracaju.

A principal reivindicação das professoras e professores em Aracaju é que o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) cumpra a lei federal e pague o piso salarial do Magistério. Hoje, a prefeitura da capital só paga R$ 2.411,14 para professores como salário-base, o que é quase a metade do valor do piso nacional, que é de R$ 4.580,57.

O presidente do Sindipema, Obanshe Severo, informa que o prefeito vem se utilizando do pagamento de bonificações para chegar ao valor do piso nacional, com o objetivo justificar de que está cumprindo com a lei do piso salarial.

“Esta prática de jogar bonificações para chegar ao valor do piso já foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal como irregular. O piso salarial tem que ser o salário-base, pago na carreira, e a Prefeitura de Aracaju não cumpre a lei e prejudica os educadores, principalmente os aposentados”, disse o presidente.

Além das demandas relacionadas ao piso salarial e à carreira docente, as professoras e professores exigiram melhorias para o exercício do Magistério e o respeito com as alunas e alunos, filhas e filhos da classe trabalhadora.

“As salas de aula se transformaram em verdadeiras saunas, onde os alunos enfrentam condições insalubres de aprendizagem devido à falta de climatização. Falta fardamento e livros didáticos para as crianças. A estrutura escolar é extremamente precarizada”, disse Severo.

Para Sandra Beiju, vice-presidenta do Sindipema, “a gestão de Edvaldo Nogueira tem comprado um monte de ‘bugigangas tecnológicas’, câmeras de reconhecimento facial que são instaladas de forma impositiva e sem nenhum diálogo. Isso não tem melhorado a educação em Aracaju”. Ela reforça que a negligência com necessidades básicas nas escolas municipais impactam diretamente no ensino e na qualidade de trabalho dos educadores.

As professoras e professores também reivindicaram a urgência de investimentos em infraestrutura e suporte educacional para garantir um ambiente propício ao ensino e à aprendizagem, além da realização de concursos públicos para todas as categorias que compõem a rede de educação, com destaque para os cuidadores para crianças portadoras de necessidades especiais.


Investimento de R$ 90 milhões

Ao final da marcha das professoras e professores, uma comissão do Sindipema foi recebida na Prefeitura de Aracaju pelo secretário em exercício do Planejamento, Orçamento e Gestão, Hallison Souza, e pelo secretário municipal da Educação, Ricardo Abreu.

O secretário de Educação informou que já foram feitos investimentos de cerca de R$ 90 milhões em reforma e ampliação de 14 escolas simultaneamente, o lançamento do Programa Escola Tech, com a modernização tecnológica das unidades de ensino, as ações para garantir a climatização das salas de aula, entre outros investimentos. No entendimento do secretário, a prefeitura já paga o piso salarial determinado em lei.

Veja alguns dos registros da 3ª Marcha do Magistério Público de Aracaju.

Isso aqui é importante!

Fazer jornalismo independente, ousado e de qualidade é muito caro. A Mangue Jornalismo só sobrevive do apoio das nossas leitoras e leitores. Por isso, não temos vergonha em lhe pedir algum apoio. É simples e rápido! Nosso pix: manguejornalismo@gmail.com

Deixe seu comentário:

Assine a Catado da Mangue Jornalismo agora mesmo!

Digite seu endereço de e-mail para receber a nossa newsletter gratuita.

Revista Paulo Freire

Todo mês, uma nova edição.

E-book ‘’Água: um direito humano essencial não pode ser privatizado’’

Compartilhe a reportagem

Pular para o conteúdo