Pesquisar
Close this search box.

Ditadura espionou Assembleia Nacional dos Chefes Indígenas realizada em Sergipe. Coronel do Exército foi flagrado na reunião com equipamentos de espionagem

CRISTIANO NAVARRO, da Mangue Jornalismo(@waltervialactea) Afetados por grandes empreendimentos e por forte concentração de terra, da caatinga ao litoral, as demandas dos povos indígenas no Nordeste foram reprimidas durante a Ditadura Militar (1964 – 1985) em um contexto de prisões, assassinatos, tortura, racismo, perseguição e apagamento das línguas, das religiões, da memória coletiva e da […]

Comitê Memória, Verdade e Justiça vai exumar a história da ditadura em Sergipe. Organização independente foi lançada nos 48 anos da Operação Cajueiro

No dia 20 de fevereiro de 1976, Aracaju testemunhou um dos episódios mais sombrios de sua história recente: a Operação Cajueiro. Esta ação militar sigilosa desencadeou uma sequência de sequestros, prisões e torturas, visando investigar alegadas atividades subversivas em solo sergipano.

Mais de 40 anos depois, alguns detalhes dessa operação vieram à público após investigação da Comissão Estadual da Verdade em Sergipe (CEV/SE), que, no período entre 2016 e 2019, se dedicou a analisar e documentar os inúmeros casos de violações dos direitos humanos ocorridos no estado, abrangendo o período de 1946 a 1988.

Distensão lenta, gradual e segura na ditadura em Sergipe. Segura para quem? Como ocorreram a anistia, as diretas e a vigilância com o fim do regime

A primeira reportagem da Mangue Jornalismo foi em 20 de setembro de 2023 e tratou do caso do operário negro Anísio Dário. Ele foi o primeiro a constar como vítima oficial de um Estado repressor. Anísio foi assassinado pela Polícia de Sergipe em 1947 e até hoje o Estado não foi responsabilizado.

Nem o relatório final da CEV/SE e nem os textos publicados aqui dão conta de tudo o que ocorreu em Sergipe no período da ditadura. É preciso considerar correções e ajustes, mas principalmente o tanto do que ainda não foi dito sobre esse longo período da história, que parte da “elite” sergipana não quer que seja vista e lida.

Luta pela terra no Baixo São Francisco foi alvo da ditadura e das elites de Sergipe. Religiosos, leigos e os Xokó foram monitorados, presos e espancados

A Mangue Jornalismo continua a publicar reportagens da série sobre o período da ditadura militar em Sergipe. A base dos textos vem do relatório final da Comissão Estadual da Verdade (CEV/SE), organizado por Andréa Depieri e Gilson Reis.

Na reportagem de hoje, veremos que as disputas de terra entre camponeses e latifundiários ocorridas durante a ditadura militar de 1964 na região do rio São Francisco, em Sergipe, foram enquadradas e tratadas como uma questão de Segurança Nacional, mobilizando os aparatos de informação e de repressão do Estado brasileiro.

Prisão em Itamaracá, greves de fome, movimento feminino, anistia e a volta para Aracaju. A segunda parte da jornada de Bosco e Ana da ditadura militar

Tomando por base esse documento, a Mangue Jornalismo vem publicando reportagens sobre o golpe e a ditadura em Sergipe. No caso de Ana e Bosco, além de constar no relatório da CEV/SE, Joana Côrtes, filha do casal, publicou em 2015 a obra “Dossiê Itamaracá”, que conta os percalços sofridos por Bosco em Pernambuco. O primeiro texto sobre eles foi: Prisões e torturas contra Ana Côrtes e Bosco Rolemberg na ditadura militar. Este segundo, mostra os anos de prisão de Bosco em Itamaracá, a ação do movimento feminino, o processo de anistia e a volta para Aracaju.

Jornalistas salvaram vidas na ditadura em Sergipe, mas a imprensa local calou diante de sequestros e torturas. Veja os nomes da Operação Cajueiro

Com esta reportagem, a Mangue Jornalismo conclui o capítulo da Operação Cajueiro, uma ação militar sigilosa ocorrida em Aracaju a partir de fevereiro de 1976.
O objetivo da operação era prender suspeitos de “atividades subversivas no estado de Sergipe”. Foi uma ação extremamente violenta, como sequestros e torturas nas dependências do quartel do Exército em Aracaju.

Torturas deixaram cego militante do PCB durante a ditadura em Sergipe. Veja a lista de 29 pessoas, muitas sequestradas e torturadas na Operação Cajueiro

“Fui levado para as dependências do Exército aqui em Aracaju e estupidamente torturado. Tenho marcas no pulso, pois fui algemado, tomei choques elétricos, pontapés nas costelas, enfim, foi uma barbaridade inconfessável. Após 50 dias preso e depois de passar uma semana sendo torturado, perdi a visão imediatamente quando saí de lá”. Este é parte do depoimento de Milton Coelho, que era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) quando foi torturado em 1976.

Menu

Pular para o conteúdo